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• correcção lenta mas perceptível da competitividade Tendo em conta a incidência dos efeitos da crise econó- R
por via do preço dos produtos e serviços portugueses mica internacional, constata-se a necessidade de ajus- E
desde a recessão de 2003, que, embora insuficiente tarem a sua estrutura de financiamento e de, no âmbito V
para colmatar a desaceleração profunda da procura da rendibilidade, optimizarem um conjunto de factores I
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externa dirigida à economia, constitui um factor de mi- que permitam melhorar as vantagens competitivas e re-
tigação do seu impacto; duzir o gap entre capacidades instalada e utilizada. T
• avaliação competente dos riscos financeiros no pas- Ainda que se conclua que a estrutura financeira é fun- A
sado e actuação célere no presente, no robusteci- damental ao desenvolvimento das PME e à própria ma- D
mento dos balanços, dotando as instituições financei- nutenção da sua actividade - devendo procurar-se um E
ras de níveis de capital adequados à continuidade mix adequado de capitais próprios e alheios -, na maio-
dos seus planos de negócios; e ria dos casos não há optimização daquela estrutura, no- C
• diversificação do negócio bancário para mercados meadamente, devido à impossibilidade de concretiza- O
com potencial de crescimento superior ao doméstico, ção de reforços de solvabilidade. N
através de uma oferta adequada de produtos e de ní- Relativamente à dimensão, geralmente reduzida, das T
vel de serviço diferenciador. nossas empresas importa destacar a vantagem de pos- A
Em contraponto, devem considerar-se fenómenos sus- sibilitar uma gestão menos burocrática e tomadas de B
ceptíveis de ampliar ou expor em maior ou menor grau o decisão mais rápidas, factores que poderão ser decisivos I
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tecido empresarial português às consequências adve- na implementação de iniciativas inovadoras, face à cons- I
nientes desta volatilidade, como sejam: tante mutação e evolução dos mercados, à crescente e
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• o fraco crescimento da economia nos últimos anos, que complexa globalização e à necessidade de respostas A
coloca em evidência a transformação em curso, mas céleres e eficazes. D
ainda incompleta, do modelo económico português; Efectivamente, a crescente inovação empresarial de ten- E
• a insuficiência de geração de poupança doméstica e dência tecnológica e, desejavelmente, de orientação ex-
consequente recurso a financiamento externo para portadora e/ou de substituição de importações, pode E
suportar o investimento empresarial e os hábitos de mesmo constituir um elemento propulsor de crescimento
consumo, reflectindo-se na vulnerabilidade da econo- económico, de modernização e de revitalização do tecido F
mia portuguesa a alterações no funcionamento e exi- empresarial desta importante gama de empresas, con- I
gência dos mercados internacionais; tribuindo activamente para a estabilização social, através N
• a utilização predominante de instrumentos de finan- da criação de emprego, de investimento e do indispen- A
ciamento de taxa variável, e correspondente elevada sável estímulo aos desenvolvimentos profissional e cien- N
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sensibilidade às alterações das taxas de juro de refe- tífico do respectivo capital humano. A
rência, que tende a acentuar os efeitos da assimetria
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do ciclo económico em Portugal, face às economias Bibliografia
determinantes para as decisões do foro da política mo- Abel Mateus (2008). A Crise Financeira de 2007-2008 e N.º
netária europeia; e a Regulação. Revista O Economista 2008, n.º 21, Ano 100
• a menor dimensão e profundidade dos mercados in- XXI, p. 9. ISSN 1646-9909
ternos, tornando-os mais expostos à volatilidade (e Governo (2007). Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de No-
vontade) dos investidores internacionais. vembro, Criação da certificação electrónica do estatuto
Estas condições resultaram numa fraca capacidade de de micro, pequena e média empresas. Diário da Repú-
captação de recursos no mercado interno, tornando a li- blica – I Série – A n.º 213, p. 8050
quidez (ainda) mais escassa e os meios financeiros Luís Filipe Costa (2008). Novos caminhos para as PME.
(ainda) mais dispendiosos, com reflexo directo na capa- Revista O Economista 2008, n.º 21, Ano XXI, p. 129.
cidade das empresas. Este aspecto amplia a necessi- ISSN 1646-9909 35
dade do enfoque necessário na eficiência operacional, na Vítor Bento (2008). Revista Finanças Públicas e Direito
mais ajustada avaliação dos riscos e na consequente dis- Fiscal, n.º 4, Ano I, Inverno. Almedina. ISBN 978-972-40-
ciplina na afectação do capital. 3785-1
Assim, as PME encontram-se na linha da frente enquanto al- INE – Portal de Estatísticas Oficiais
vos preferenciais do impacto desta crise, pois estão, por um Conclusões da Presidência Conselho Europeu de Santa
lado, pressionadas pela quebra da procura (consumo) e, por Maria da Feira 19 e 20 de Junho de 2000
outro, padecendo das exigências impostas pela banca, so- Carta Europeia das Pequenas Empresas
bretudo atendendo à forte dependência daquelas do sector Small Business Act - Database of good practices [Co- J
bancário mesmo para suporte da actividade operacional. missão Europeia] a
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Como é incontestável, as PME representam na economia Conference on the European Charter for Small Enterpri-
portuguesa um papel muito importante, funcionando como ses [Comissão Europeia] e
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indutoras de estabilidade social e de criação de emprego, The European Charter for Small Enterprises [Comissão
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sendo elas próprias motores do crescimento económico. Europeia]
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