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O processo normalizador                                                                                R
         No processo de criação de normas pela SEC, esta tem                                                    E
         de proceder à sua aprovação, passando por um per-                                                      V
         curso de emissão, discussão e aprovação de normas                                                       I
                                                                                                                S
         como indica o quadro abaixo.
                                                                                                                T
                                                                                                                A
                                                                                                                D
                                                                                                                E

                                                                                                                C
                                                           Ilustração 2 – O modelo de controlo interno “Integrated Control: In-
                                                           tegrated Framework”                                  O
                                                                                                                N
                                                           Num estudo realizado pelo IIA, este definiu controlo in-  T
                                                           terno como “um processo, efectuado por pessoas da di-  A
                                                           recção, da gestão e outro pessoal, designado para for-  B
                                                                                                                 I
                                                           necer uma razoável certeza acerca do cumprimento dos
                                                                                                                L
                                                           objectivos” em três categorias: eficiência e eficácia (ren-  I
         Ilustração 1 - Processo de criação e aprovação de normas do PCAOB  dimento) das operações; confiança nas demonstrações  D
         http://www.pcaobus.org/art/rulemakingProcess.gif  financeiras; e conformidade com as leis e regulamentos.  A
                                                           Posteriormente, o COSO estabeleceu que o controlo in-  D
         2.4.  IIA - Institute of Internal Auditors        terno consiste nos seguintes objectivos:             E
         O IIA é uma entidade de âmbito internacional, cujos ob-  • Ambiente de controlo.
         jectivos definem o seu campo de actuação como se pode  • Avaliação de risco.                           E
         verificar:                                         • Actividades de controlo, informação, comunicação e
          • Proporcionar à escala internacional diversas activida-  motorização dos controlos.                  F
           des de desenvolvimento profissional, para a prática da  No jornal da OCDE, edição de 2004, verifica-se que existe  I
           auditoria interna e obtenção da certificação CIA (Cer-  uma “ampla aceitação internacional dos objectivos de  N
                                                                                                                A
           tified Internal Auditor).                       controlo interno articulados no modelo COSO que afirma  N
          • Pesquisar, difundir e promover entre todos os seus  que "o controlo interno é um processo, efectuado pela ad-  Ç
           membros e público em geral, conhecimento e infor-  ministração, gestão e outro pessoal de uma entidade,  A
           mação relativos à auditoria interna  e controlo interno,  projectado para fornecer segurança razoável quanto à  S
           incluindo assuntos relacionados.                realização de objectivos nas seguintes categorias:”
          • Organizar cursos a nível mundial, com o objectivo de  • Eficiência e eficácia das operações.        N.º
           instruir os seus membros e todos os interessados da  • Fiabilidade da informação financeira.        100
           prática da auditoria interna nos diversos países.  Na óptica do Institute of Internal Auditors (IIA, 1999), a au-
          • Reunir os auditores internos de todos os países a  ditoria interna pode ser definida como: “uma actividade in-
           compartilharem a informação e experiências na audi-  dependente, de avaliação objectiva e de consultoria,
           toria interna e promover a instrução no mesmo   destinada a acrescentar valor e a melhorar as operações
           campo.                                          de uma organização na consecução dos seus objectivos,
         O IIA procura ajudar o auditor interno na aquisição de  através de uma abordagem sistemática e disciplinada, na
         competências técnicas necessárias para ter uma visão  avaliação dos processos da eficácia da gestão de risco,
         global que lhe permita no futuro demonstrar as suas van-  do controlo e da governação.” Citado em (Albuquerque,  39
         tagens competitivas, os seus conhecimentos e a habili-  et al., 2007:13).
         dade para fornecer serviços profissionais acrescentando
         valor às empresas. Os principais benefícios dos audito-  3. Enquadramento normativo da auditoria
         res internos ao receberem a certificação CIA são:  Como já referimos, as dez GAAS - Generally Accepted
          • Obter maior reconhecimento profissional.       Auditing Standards são o quadro enformador normativo
          • Permitir ao profissional participar num processo de es-  existente a ser seguido por todos os CPA. De facto isto
           tudo, adquirindo maior conhecimento relacionado com  foi uma realidade até 2002, visto que com a publicação  J
           a auditoria interna.                            da lei Sarbanes-Oxley alteraram-se os quadros normati-
         O caminho que o IIA tem seguido desde 1999, e que pre-  vos para as entidades de interesse público, visto que tal  a
                                                                                                                n
         tende seguir, assenta na normalização e harmonização  lei veio criar um organismo institucional denominado  e
         da auditoria interna entre todos os países do mundo, uni-  PCAOB - Public Company Accounting Oversight Board,  i
         formizando os procedimentos de forma a facilitar inter-  que lhe deu competências para criar normas de audito-  r
         pretações, assim como os próprios conceitos, metodolo-  ria para as empresas de auditoria que emitam relatórios  o
         gias e técnicas úteis para a profissão.           a entidades de interesse público. Assim sendo, o PCAOB
                                                                                                                /
         De acordo com os processos do IIA relativos à auditoria  criou o seu normativo a aplicar apenas a auditorias a es-  M
         interna, surgem diversos modelos de Controlo Interno,  tas entidades.                                  a
         de entre os quais o COSO (“Internal Control – Integra-
                                                                                                                 r
         ted Framework”, editado em 1992 pelo “Committee of  3.1.  A Lei Sarbanes-Oxley de 2002                  ç
         Sponsoring Organizations of the  Treadway Commis-  Aspectos gerais da lei
                                                                                                                o
         sion”), sendo o mais importante devido ao seu âmbito e  Promulgada em Julho de 2002 por George W. Bush, em
         universalidade. Este modelo elabora recomendações  reposta à avalanche de escândalos, fraudes e falências  2
         para a gestão, nomeadamente na avaliação, no relato e  envolvendo grandes entidades, a lei Sarbanes-Oxley  0
         na melhoria dos sistemas de controlo. (Santos et al.,  provocou um impacto nunca visto sobre os mercados de  1
         pag.2).                                           capitais norte-americanos e mundiais desde a legislação  0
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