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AS NORMAS INTERNACIONAIS DE                                                                    R
                                                                                                                E
                                                                                                                V
                        AUDITORIA CLARIFICADAS                                                                   I
                                                                                                                S
                                                                                                                T
                                                                                                                A
                                                                                         Carlos Baptista da Costa  D
                                                                                    Professor Coordenador do ISCAL  E
                                                                                         Revisor Oficial de Contas
                                                                                                                C
         No passado dia 15 de Dezembro de 2009 (há menos de  tanto havia sido elaborado pelo IAASB e que deu origem  O
         um ano) entraram em vigor as 36 normas internacionais  às ISA e à ISQC clarificadas, as quais, como já referi-  N
         de auditoria (International Standards on Auditing - ISA) e  mos, entraram em vigor em 15 de Dezembro de 2009.  T
         a norma internacional sobre controlo de qualidade (In-                                                 A
         ternational Standard on Quality Control – ISQC 1) clarifi-  O referido Projecto teve como objectivo substituir todas  B
         cadas da International Federation of Accountants (IFAC).  as ISA e a ISQC então em vigor incluindo as que recen-  I
                                                           temente haviam sido revistas (revised) ou refeitas (re-  L
         A  IFAC  foi  constituída  em  7  de  Outubro  de  1977,  drafted), o que teve como consequência que as mesmas  I
         aquando da realização do 11º Congresso Mundial de  passassem a ser conhecidas por ISA e ISQC clarifica-  D
         Contabilistas que se realizou em Munique (Alemanha),  das.                                             A
         como resultado de um acordo assinado por 63 associa-                                                   D
         ções profissionais de contabilistas e de auditores repre-  No total, existem 36 ISA as quais estão agrupadas nas  E
         sentando  49  países  de  todos  os  continentes.  seguintes seis grandes áreas:
         Presentemente, fazem parte da IFAC 158 membros e as-                                                   E
         sociados em 123 países de todo o mundo, represen-   200 – 299: Princípios gerais e responsabilidades (8)
         tando aproximadamente 2,5 milhões de contabilistas que  300 – 499: Avaliação do risco e resposta aos riscos
         exercem a sua actividade em firmas que prestam servi-        avaliados (6)                             F
         ços profissionais (de contabilidade, auditoria, impostos  500 – 599: Prova de auditoria (11)            I
         ou consultoria), na indústria e no comércio, no sector pú-  600 – 699: Utilização do trabalho de outros (3)  N
         blico e no ensino. Portugal está representado na IFAC  700 – 799: Conclusões da auditoria e relato (5)  A
         através da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.  800 – 899: Áreas especializadas (3)                N
                                                                                                                Ç
         A missão da IFAC é a de “servir o interesse público atra-                                              A
         vés do fortalecimento da profissão contabilística a nível  Em termos gerais, as ISA clarificadas obedecem a uma  S
         mundial e contribuir para o desenvolvimento de robus-  mesma estrutura, a qual compreende duas partes.
         tas economias internacionais estabelecendo e promo-                                                    N.º
         vendo  a  aderência  a  normas  profissionais  de  alta  A primeira parte engloba quatro capítulos: Introdução;  102
         qualidade, a convergência internacional de tais normas  Objectivo; Definições; Requisitos. Note-se, porém, que
         e tomar posições em questões de interesse público onde  as ISA 300, 501 e 570 não apresentam definições.
         a perícia da profissão seja mais relevante”.
                                                           A segunda parte intitula-se “Aplicação e outro material
         A fim de desenvolver e emitir, em nome do seu Conse-  explicativo” onde são desenvolvidos e explicados as-
         lho, normas (standards) sobre práticas de auditoria ge-  pectos tratados na primeira parte. Note-se que 19 das
         ralmente  aceites  e  sobre  a  forma  e  o  conteúdo  dos  ISA incluem no final desta parte um ou mais apêndices,
         relatórios de auditoria, a IFAC criou uma comissão per-  sobretudo ilustrativos. De salientar ainda que em muitas
         manente denominada International Auditing Practices  das normas esta segunda parte inclui considerações es-  19
         Committee (IAPC), que desde 1 de Abril de 2002 foi  pecíficas relativas a auditorias efectuadas não só a pe-
         substituído pelo International Auditing and Assurance  quenas entidades como também a entidades do Sector
         Standards Board (IAASB).                          Público.

                                                           De notar que as ISA são da maior importância para a
                                                           União Europeia uma vez que o artigo 26º da Directiva
         As Normas Internacionais de Auditoria (ISA), que até  2006/43/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de
         1991 se denominavam International Auditing Guidelines,  17 de Maio de 2006, relativa à auditoria (statutory audi-
         aplicam-se sempre que se realiza uma auditoria inde-  ting) das contas anuais e consolidadas (nova 8ª Direc-  J
         pendente, isto é, no exame independente da informação  tiva), estabelece que “os Estados-Membros devem exigir  u
         financeira de qualquer entidade, quer seja ou não de tipo  que os auditores e as firmas de auditoria realizem as au-  l
         lucrativo  e  independentemente  da  sua  dimensão  ou  ditorias de acordo com as normas internacionais de au-  h
         forma legal, quando tal exame seja realizado com o ob-  ditoria aprovadas pela Comissão nos termos do número  o
         jectivo de expressar uma opinião sobre a referida infor-  2 do artigo 48º”. E mais à frente refere-se que a Comis-
         mação.                                            são só adoptará normas internacionais de auditoria para  /
                                                           efeitos de aplicação na Comunidade se:
         A primeira norma de auditoria (auditing guideline) da                                                  S
         IFAC foi publicada em Janeiro de 1980 e debruçava-se  a) Tiverem sido elaboradas com base num processo  e
         sobre o objectivo e o âmbito da auditoria das demons-  adequado, sob supervisão pública e num quadro de  t
         trações financeiras. Em Julho de 1994 todas as normas  transparência e forem geralmente aceites a nível in-  e
         (standards) e declarações (statements) da IFAC foram  ternacional;                                     m
                                                                                                                b
         objecto de uma ordenação por assuntos.                                                                  r
                                                             b) Contribuírem para um elevado nível de credibilidade  o
         Com o objectivo de supervisionar as actividades das vá-  e qualidade das contas anuais ou consolidadas, em
         rias comissões da IFAC, foi criado, em Fevereiro de   conformidade com os princípios estabelecidos no   2
         2005, o Public Interest Oversight Board (PIOB) que, em  número 3 do artigo 2º da Directiva 78/660/CE (4ª Di-  0
         Fevereiro de 2009, aprovou o Clarity Project, que entre-  rectiva) e no número 3 do artigo 16º da Directiva  1
                                                                                                                 0
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