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acerca da “input-output analysis”, que foram determinantes work”. Chambers (1966), por sua vez, também procedeu a
R para o programa de investigação em Contabilidade empre- uma extensiva análise crítica daquele texto para a revista “The
E endido por Mattessich. Aquele programa compreendia uma Journal of Accounting Research”, sublinhando, porém, uma
V “analytical foundation of accounting”, a “axiomatization of visão própria oposta à defendida por Mattessich . Enquanto
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S its basic assumptions” e a aplicação geral da “input-output Mattessich procurava clarificar os elementos fundacionais
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T analysis” aos sistemas contabilísticos de nível micro e de da Contabilidade através do rigor matemático e da lógica,
nível macro . Mattessich aponta assim para a necessidade de Chambers, pelo contrário, defendia um ponto de vista com-
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um programa de investigação em Contabilidade com carácter portamental (“behavioural point of view”) no qual a teoria e
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interdisciplinar, onde a Economia, a Matemática e a Filosofia a interpretação eram desenvolvidas conjuntamente. Em con-
da Ciência, entre outras ciências, são chamadas à cooperação. sequência, a natureza instrumental e flexível da abordagem
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O Tal vai ao arrepio do que hoje se faz, onde se pede aos inves- com base em postulados de Mattessich, nela incluída a utili-
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N tigadores especialização crescente . zação de “place-holder assumptions”, foi mal compreendida.
T Chambers parte do pressuposto que o objectivo da Contabi-
A Importa salientar que enquanto Mattessich desenvolvia a sua lidade é a representação dos preços de mercado. Mattessich,
B abrangente estrutura axiomática, esta era apenas uma parte pelo contrário, enfatiza a valorização como um objectivo da
I do crescente interesse manifestado por outros investigado-
L Contabilidade, mas através de métodos de valorização perti-
I res sobre os fundamentos da Contabilidade. Por essa altura, nentes (apropriados). A teoria de Mattessich permanece ou
D R. J. Chambers, M. Moonitz e R. T. Sprouse – também hoje por interpretar ou parcialmente interpretada. A interpretação
A considerados grandes referências teóricas na Contabilidade de uma teoria constitui um modelo (como o “Chamber’s Cur-
D – desenvolviam programas paralelos que discutiam as bases rent Cost Model”). Mattessich, ao invés, deixa a interpretação
conceptuais da Contabilidade. M. Schweitzr e E. Kosiol, na para os utilizadores, incluindo os “standard setters”. Cham-
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Alemanha, desenvolviam um programa similar ao de Mattes- bers, em particular, discorda da posição de Mattessich sobre o
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F sich com base em postulados . Ali pode-se confirmar que a que deve ser a interpretação da mensuração em Contabilidade
I sua investigação tinha um carácter distintivo e inovador. e da pouca relevância que aquele atribui ao papel do “price
N mechanism”. Chambers (1966) afirma: “the place where mo-
A No artigo de 1957, em que propõe a axiomatização da Con- netary measures enter into great number of relations with
N tabilidade, surge uma apresentação matricial de um sistema
Ç other monetary measures is the market place; and the measu-
A contabilístico que realça os fluxos inerentes a todos os siste- res of the market place (money prices) are not at all the will
mas contabilísticos, ao mesmo tempo que é introduzida muito of the measurer, or of any single buyer or seller. If price were
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mais generalidade e rigor no desenvolvimento de modelos arbitrary, if measures in the monetary scale were measures
N.º contabilísticos. Tal contribuiu para a distinção entre princí- by fiat, business operations and planning would be impossible
114 pios, normas, conceitos, práticas e meras convenções. Uma and economists who concern themselves with market proces-
visão semelhante à proposta pela “theory of clean surplus”, ses would be wasting their time”.
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muito mais recente, de J. Ohlson (1990, 1991) .
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R. J. Willett (1987) procedeu a uma análise crítica aprofun-
O artigo de 1957 é considerado por muitos a primeira grande dada do trabalho de Mattessich e também do trabalho poste-
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tentativa de axiomatização da Contabilidade com rigor me- rior de Y. Ijiri (1965) que este desenvolveu com orientação
todológico e consistência. Foi o artigo que proporcionou no- axiomática. Apontou algumas limitações a “Accounting and
8 toriedade a Mattessich nos EUA , e o convite para leccionar Analytical Methods”, nomeadamente: i) Considerou que a
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na Universidade de Berkeley, entre 1957 e 1967. Moonitz,
terminologia utilizada por Mattessich nem sempre fazia uma
nessa altura, refere-se ao artigo de Mattessich - a par do traba- clara distinção entre axiomas e definições, sendo que mui-
lho de Chambers -, como sendo “seminal” na área de inves- tos axiomas propostos eram definições condicionais; ii) A
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tigação. Todavia, é o próprio Moonitz que refere, em 1982, complexidade da estrutura conceptual proposta enfraquecia o
que a sua investigação, à data (1957), não estava preparada seu rigor matemático; iii) A utilidade da estrutura conceptual
para operar ao nível de abstracção implicado no trabalho de proposta residia mais na sua análise descritiva dos elemen-
axiomatização de Mattessich, porquanto se tratava de uma tos básicos do sistema contabilístico; e iv) Colocou reservas
abordagem difícil de “vender” aos práticos da Contabilidade. à utilização de definições numéricas que conduziam a valo-
j A abordagem de Mattessich era bastante abstracta e teórica res assumidos em vez de determinados pela própria estrutura
u para os práticos da Contabilidade. Não obstante, Sprouse e axiomática apresentada.
l Moonitz, em 1962, incorporam no seu trabalho muitas das
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o ideias de Mattessich (numa monografia que ambos desenvol- “Accounting and Analytical Methods”, em boa verdade, ex-
veram). pande e actualiza o proposto por Mattessich nos seus artigos
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anteriores.
s O programa de axiomatização da Contabilidade por parte de
e Mattessich iria ocupá-lo durante vários anos. Por volta de A investigação de Mattessich e, em particular, o seu “analyti-
t 1961/1962, constata que lhe faltam conhecimentos matemáti- cal framework”, influenciou muitos investigadores poste-
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m cos suficientes para levar por diante o seu empreendimento. riores, alguns dos quais foram seus alunos. De entre alguns
b É então que resolve adquirir aqueles conhecimentos. Deste investigadores influenciados são de citar, por exemplo, J. B.
r esforço resultou a publicação de “Accounting and Analyti- Butterworth e G. A. Feltham, S. Saito , S. A, Leech e R. J.
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cal Methods” (1964). A influência de Patrick Suppes é Willett e W. Balzer. Este último, de certa forma, reconstruiu o
2 fundamental no seu trabalho, particularmente no que se re- modelo contabilístico de Mattessich em termos de uma “struc-
0 fere à relacionada com a sua “predicative form”, através da turalist metatheory”, distinguido entre o “core model” e a teo-
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3 qual um sistema axiomático pode ser representado com es- ria subjacente. A cooperação com Balzer sobre a continuidade
trutura lógica. Cooper (1965) procedeu à análise crítica do da axiomatização da Contabilidade foi muito útil a Mattes-
livro “Accounting and Analytical Methods” para a revista sich, que, desde o início dos anos oitenta do século passado,
“The Accounting Review” tendo-o considerado um “seminal se orientou para questões filosóficas e históricas relacionadas

