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         Alinhar a política educacional da Universidade dentro do sistema educacio-  Camp, Robert C. (1989). Benchmarking - uma ferramenta para a melhoria
         nal nacional, sem prejuízo da inovação; detetar as expectativas da socieda-  contínua. São Paulo,  Ed. Pioneira.
         de  em  relação  às  licenciaturas  que  são  ou  possam  vir  a  ser  oferecidas,   Drucker, Peter F. (1993) .  Gerindo para o futuro. Lisboa, Ed. Difusão Cultu-
         implementando um processo de melhoria contínua.      ral
         Elaborar planos de investigação de acordo com os interesses da sociedade   Drucker, Peter F. (1997). As Organizações sem fins lucrativos. Lisboa, Ed.
         e de acordo com o corpo de investigadores da instituição.
                                                              Difusão Cultural.
         Procurar estar antecipadamente avisada da evolução da procura, em rela-  Goldratt, Eliyahu M. (1990). What is the thing called the Theory of Cons-
         ção à concorrência de outras instituições e às variações demográficas.
                                                              traints, and how should it be implemented. Croton-on-Hudson, North River
         Determinar as políticas, objetivos e diretrizes estratégicas para tirar proveito   Press.
         das  lacunas  da  concorrência,  estando  atenta  aos  tipos  de  "serviços"  e   Martins,  C.  (2001).  O  Controlo  da  Gestão  e  a  Contabilidade.  Lisboa,
         "produtos" de que o mercado necessita.               Ed.Vislis.
         Formular os objetivos educacionais a longo prazo.
         Criar uma estrutura que permita a implementação de estratégias, visando o
         comportamento adequado para atingir os resultados previstos.
                Ao  considerar  as  instituições  sem  fins  lucrativos,  parece  não
         haver lugar à figura do concorrente, se estas não disputarem os serviços
         prestados à comunidade. Mas, no caso das Universidades privadas, estas
         estão dependentes dos mecanismos do mercado e acabam por concorrer
         com as Universidades públicas e entre si.
                Tratando-se,  nos  termos  da  Lei,  de  Instituições  de  Interesse
         Público  sem  fins  lucrativos,  esta  vantagem  competitiva  é  tão  importante
         para estas organizações como para qualquer empresa, embora se aceite
         que "(…) as diferenças são  poucas, mas profundas e a mais importante
         encontra-se talvez na área da performance" (Drucker, 1997).
                A instituição tem de se preocupar  com  “fazer”  e  “como fazer”,
         relacionando os pressupostos de factos futuros que ofereçam a base para
         novas ações e permitam atingir a meta definida. É certo que só se pode
         planear se os gestores da instituição aceitarem, fazendo parte de um todo,
         corresponsabilizar-se pela quota parte que lhes cabe nessa tarefa.
                Nas instituições de ensino, o lucro não é o fim – o fim é atingir a
         melhor performance. O lucro constitui um meio necessário para atingir os
         objetivos institucionais e garantir a continuidade. Mesmo assim sendo, se
         houver ausência de definição exata do seu lucro mínimo, é necessário que
         a missão se traduza em metas operacionais e sejam estabelecidas orienta-
         ções para a ação eficaz.
                Em  termos  e  conclusão,  para  Drucker  (1993),  as  instituições
         sem fins lucrativos têm mais consciência do dinheiro do que as empresas,
         mas não baseiam a sua estratégia no dinheiro nem o tornam o centro dos
         seus planos; preocupam-se mais com o desempenho da sua missão, defi-
         nindo  as  estratégias  específicas  e  necessárias  para  atingir  as  metas  e
         privilegiam a disciplina. A estratégia bem definida encoraja ideias inovado-
         ras.
                Para  se  estimular  a  obtenção  de  melhores  resultados  e  um
         aumento da produtividade, numa instituição de ensino superior vista como   DIVULGUE
         instituição sem fins lucrativos, deve haver uma preocupação com a fixação
         dos objetivos, das metas e de uma oferta credível, interessando todos os   A REVISTA DE
         intervenientes num processo de melhoria contínua, sem o qual pode ocor-
         rer o fim da instituição.                             CONTABILIDADE & FINANÇAS

         Bibliografia básica


         Almeida, José J. Marques (2000). Auditoria previsional e estratégica. Lis-
         boa, Ed. Vislis.
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