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ções têm necessidade de se reposicionarem no mercado de uma trativa, comercial) e cada atividade da empresa tem de ser eficaz
forma competitiva não descurando a qualidade para com os seus e eficiente, caso contrário, há a possibilidade de se transferirem
clientes. Este reposicionamento constitui uma estratégia de cada as ineficiências para outros departamentos, o que prejudica a
organização, tendo em conta a sua presença no mercado e, tam- ação das empresas.
bém, o tipo de clientes que pretende atingir. A eficiência, tanto dos
colaboradores como da gestão de topo, é fundamental no sentido Há que apostar numa organização que obtenha informação
de adaptarem a sua proposta de valor, respondendo, de forma sobre todas as atividades desenvolvidas. Só assim se poderá
eficaz, às novas necessidades dos clientes. Deste modo, a gerir custos e ter uma medida exata da utilização dos recursos.
“organização deve ser vista como um sistema, cujo processo ad-
ministrativo envolve processos menores que interagem entre si” BIBLIOGRAFIA
(McKeen, et al, 1999 p. 19).
Baganha, M. (1973). O Método Indirecto de Cálculo dos Custos.
Schein considera a organização como a coordenação racio- Porto: Revista de Contabilidade e Comércio, nºs 159 e 160;
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nal de atividade de um certo número de pessoas, tendo em vista a Coelho, M. (2012). Contabilidade Analítica e de Gestão. Coimbra:
realização de um objetivo ou intenção explícita e comum, através Edições Almedina, 1ª Edição, ISBN: 978-972-40-5001-0;
de uma divisão do trabalho e funções, de uma hierarquia de auto-
Isidoro, S. (2011). A inserção de SI/TIC nas Organizações Escolares:
ridade e de responsabilidade. Como tal, a criação e transferência Que motivações? Que impactos? Quais as relações com a satisfação e
da informação dentro de uma organização revela-se crucial, com empenhamento dos profissionais?
implicações ao nível da sua eficácia.
Rascão, J. (2004). Sistemas de Informação para as Organizações – A
A eficácia deve ser entendida como o grau de satisfação dos informação chave para a tomada de decisão. Lisboa: Edições Sílabo, 2 ª
stakeholders Inversamente, a ineficácia está associada à burocracia, Edição;
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atrasos, confusão, autoritarismos, privilégios e, ainda, a outros atribu- Rosseti, G.; Morales T. (2007). O Papel da Tecnologia da Informação
tos negativos. Max Weber foi o estudioso que aprofundou estudos na Gestão do Conhecimento. Ci. Inf., Brasília, v.36, n.1, p. 124-135,
sobre a organização burocrática. Segundo Weber , burocracia é um Jan./abr, 2007;
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sistema que busca organizar, de forma estável e duradora, a coope- Tragtemberg, M. (1992). Burocracia e Ideologia. São Paulo: Ática, 2ª
ração de um grande número de indivíduos, cada qual, detendo uma Edição;
função especializada. Maçães, M.; (2017). Gestão Financeira, Orçamentação e Controlo
Orçamental. Lisboa: Edições Almedina, ISBN 978-989-694-232-2;
Desafios importantes com que os atuais gestores se deparam
Maçães, M.; (2017). Da Gestão Tradicional à Gestão Contemporânea.
são a “utilização eficiente das TIC e o recurso a novas formas de Lisboa: Edições Almedina, ISBN 978-989-694-218-8;
fazer negócios por processos digitais como é o caso do e-
business (Maçães, 2017, p. 40) . Contudo, “a adaptação ao meio Mckeen, J.; Smith, H.; Parent, M. (1999). An integrative research
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envolvente exige que as organizações disponham de flexibilidade approach to assess the business value of information technology. In: MAH-
para realizar mudanças permanentes. MOOD, M.; SZEWCZAK, E. (Ed.). Measuring Information Technology In-
vestment Payoff: Contemporany Approaches. Hershey: Idea Group Pu-
blishing, 1999;
As empresas que se movimentam num meio envolvente mui-
to competitivo deverão ter sistemas de gestão que favoreçam a Porter, M.; (1980) Competitive Strategy: Techniques for Analysing
descentralização e o trabalho em equipa, de modo que os objeti- Industries and Competitors, The free press, New York.
vos individuais e globais sejam atingidos. Neste sentido, a conta- Vale, J., Ribeiro, J. A., & Branco, M. C. (2017). Intellectual capital
bilidade, como sistema de informação para a gestão, pode ser um management and power mobilisation in a seaport Journal of Knowledge
instrumento importante para dar resposta àquela política” (Coelho, Management, 21(5), 1183-1201;
2012, p. 22 e 23). Yin, R. K. (2009). Case Study Research: Design and Methods, 4ª
Edição; Thousand Oaks, CA: Sage, ISBN: 938-1-4129-6099-1;
Cada sector, cada função (produção, organização, adminis-
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4 O professor Edgar Schein nasceu nos EUA, em 1928. O escritor foi um grande contribuinte na
área do desenvolvimento organizacional devido às suas pesquisas e análises. É Phd em
psicologia social, pela Harvard e lecionou na Sloan School of Management, no MIT, aproxima-
damente 40 anos.
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5 Citado por Tragtemberg (1992).
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6 Stakelolders, (podem ser internos ou externos), “são grupos, indivíduos ou organizações que
influenciam e são diretamente influenciados pelas práticas de uma organização e que, de
alguma forma, comparticipam e se apropriam de uma parcela do valor criado pela organização,
na forma de ordenados, dividendos, impostos, juros, prémios e comparticipações” (Maçães, Fotografia de Beatriz Pérez Moya em Unsplash
2017, p. 32).
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7 O electronic business “refere-se ao trabalho que uma organização faz, por via eletrónica, com
os seus clientes, parceiros, fornecedores, colaboradores e outros Stakelolders, designadamente
através da Internet” (Maçães, 2017, p. 40).

