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         no sentido amplo, está em constante processo de verifi-  Bibliografia
         cação  e  monitorização  de  comportamentos,  impondo,
         por isso, regras, cada vez mais, apertadas de corporate   Almeida, B. e Munõz Colomina, C. (2009).  Evidencia
         governance.                                          de Las Diferencias de Expectativas en Auditoría en Merca-
            A  interação  entre  a  contabilidade,  a  auditoria  e  a   dos Bursátiles de Reducida Dimensión: El caso Portugués.
         sociedade é patente, daí que os poderes públicos, tendo   Revista Universo Contábil, 5(1), 100-114.
         como  subjacente  o desejado  bem-estar social,  interve-
         nham  imperativamente  no  processo  normalizador  da    Arens,  A.,  Elder,  R.,  e  Beasley,  M.,  (2010).  Auditing
         contabilidade e da auditoria.                        and Assurance Services. Prentice Hall.

            A informação financeira produzida pela contabilida-   Basri,  H.,  e  Khalid,  S.  (2012).  Examining  Accounting
         de  e  validada  pela  auditoria  é  considerada  como  um   and  Accountability  Issues  in  Religious  Context  :  Insights
         bem público, por incorporar todas as características des-  From  Literature, Aceh  International  Journal  of Social  Sci-
         te tipo de bens: conjunção na oferta, impossibilidade da   ences, 1(1), 27-35.

         aplicação do processo de exclusão e criação de efeitos
                                                                  Bell,  T., Peecher, M,  e Solomon,  I.  (2005).  The  21st
         externos.                                            century public company. USA: KPMG.

            As organizações empresariais começam a ser clas-      Blay, A., Gooden, E., Mellon, M., e Stevens, D. (2017).
         sificadas como agentes de moralidade, por isso, as em-  Can  Social  Norm  Activation  Improve  Audit  Quality?  Evi-
         presas  devem  continuar a  prestar contas  em  todas as   dence from an Experimental Audit Market.  Journal of Busi-
         direções,  e,  desse  modo,  deve  existir  um  permanente   ness Ethics, 1-18.
         controlo externo da atividade da empresa, para evitar ou
         minimizar o comportamento oportunístico dos agentes.     Broadbent, J., e Laughlin, R. (2002). Accounting choic-
                                                              es:  technical  and  political  trade-offs  and  the  UK’s  private
            A  contabilidade  e  a  auditoria  trabalham  em  tempo   finance  initiative.  Accounting,  Auditing  &  Accountability
         real, e praticamente sem intervenção humana, fruto da   Journal, 15(5), 622-654.
         utilização de algoritmos e da inteligência artificial: a neu-
         rocontabilidade e a neurogestão e a neuroeconomia se-    Broadbent,  J.,  e  Laughlin,  R.  (2009).  Performance
         rão uma realidade.                                   Management Systems: A Conceptual Model, Management
                                                              Accounting Research, 20(4), 283-295.
            Na sociedade de futuro, de acordo com stakeholders
         theory, notar-se-á um crescente reforço do processo de   Carrera,  N.,  e  Trombetta, M.  (2018). A  pequena  vira
         accountability nas organizações, e a auditoria e a conta-  grande!  O  papel  das  pequenas  auditorias  no  estudo  do
         bilidade serão cada vez mais indispensáveis por produ-  mercado  de  auditoria.  Revista  Contabilidade  &  Finanças,
         zirem um bem público: informação auditada.           29(76), 9-15.

            Desse  modo,  irão,  no  futuro,  ser  peças  chave  da   Diez, B. (1996). La auditoria de Cuentas en el marco
         chamada  Dataísmo  que  concebe  o  universo  como  um   de la reforma mercantil. Madrid: ICAC.

         fluxo de dados, e admite que o valor de qualquer fenó-   Flint, D. (1988). Philosophy and principles of auditing –
         meno ou entidade é determinado pela sua contribuição   an introduction. London: The Macmillan Press Ltd.
         para o processamento de dados. Resta, no entanto, sa-
         ber se a tarefa de processar e interpretar os dados será   Johnstone,  K.,  Gramling,  A.,  e  Rittenberg,  L.  (2018).
         confiada  a  humanos  ou  a  algoritmos  eletrónicos,  cuja   Auditing:  A  Risk  Based-Approach  (11th  ed.).  London:
         capacidade  de  processamento  é  muito  superior  à  do   South-Western College Pub.
         cérebro humano. Se assim for, iram desaparecer inúme-
         ros profissionais técnicos: juízes, professores, contabilis-  Jones, J., Massey, D., e Thorne, L. (2003). Auditors’
         tas, auditores, economistas (…). É este um dos grandes   ethical reasoning: insights from past research and implica-
         riscos inerentes ao processamento de dados no século   tions for the future. Journal of Accounting Literature, 22, pp.
         XXI.                                                 45-103.
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