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R recebidos dos congressistas presentes.
E 1 “O primeiro governo do Rei D. José compunha-se dos se- 8 Informações deste teor podem principalmente obter-se em
V guintes Secretários de Estado: padre Diogo de Mendonça Rodrigues e Craig (2005). Apontamentos que tenham por
I Corte-Real, Sebastião José de Carvalho e Melo (ambos contextualização de base a influência britânica em Pombal
S nomeados em 2 de Agosto de 1750) e Pedro da Motta (no- colhem-se em Carvalho (1982). Para comentários do pro-
T meado no reinado de D. João V)” (Azevedo, 1961: p. 22). fessor Gonçalves da Silva com rasgados elogios à actua-
A ção de Pombal sob o aspecto contabilístico, veja-se Silva
2 Jacques Ratton (1736-1820), mais conhecido por Jacome (1984).
D Ratton, francês de nascimento, português naturalizado em
E 1762, vem para Portugal com onze anos de idade e aqui 9 Os Estatutos da Aula do Comércio são datados de 19 de
faz o tirocínio dos negócios, “aprendendo o commercio no Abril de 1759, tendo sido aprovados por alvará real de 19 de
C escritorio [da firma dos pais em Lisboa, no qual entrou] Maio do mesmo ano.
O antes de contar 14 annos de idade” (Ratton, 1813: p. 10).
N Por cá ficou sessenta e três anos e meio, de Maio de 1747 10 O primeiro livro impresso em Portugal sobre matérias de
T a Setembro de 1810 (cf. título da obra), altura em que, con- Escrituração Comercial (incluindo a partida dobrada) foi o
A siderado suspeito de colaboracionismo com os ocupantes “Mercador exacto nos seus livros de contas…”, da autoria
B de Napoleão, é-lhe decretada prisão pelos governantes do de João Baptista Bonavie, com a data de 1758.
I país (bem necessitados de bodes expiatórios, depois das
L invasões francesas de 1807). Na sequência é deportado 11 Também esta foi a opção de Perdigão (1949), Gonçalves
I para a cidade de Angra na Ilha Terceira. Este comerciante
D e industrial, coevo de Pombal, bem relacionado, logo con- (1960), Portela (1968) e Silva (1970).
A segue a transferência e o exílio para Inglaterra. Aí os seus
D filhos pedem-lhe reiteradamente que publicasse uma Me- 12 O programa de Contabilidade, de acordo com Amorim
E mória que “minorasse os seus soffrimentos a respeito da (1936), revelou-se, para a época, bastante desenvolvido.
opiniaõ publica“ (Ratton, 1813: p. 5). Resolvendo-se a pegar
E na pena, Ratton oferece-nos um documento de resultado 13 Por exemplo, progressões aritméticas e geométricas, regra
contagiante, com relevância bastante para a história eco- de juros (simples e compostos) e operações de desconto
F nómica e contabilística portuguesa da segunda metade do (Rodrigues et al., 2003).
I século XVIII.
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A 3 “Como por effeito da minha deportaçaõ me faltaõ os esta- Com o apoio de Borges (1839: p. 217), fretamento é o “con-
N tutos da creaçaõ da Junta, direi sómente o que me for lem- tracto d’aluguel do navio; faz-se por escripto, e a este es-
Ç brando sobre os encargos e jurisdicçoens da mesma Junta cripto chama-se carta-partida ou carta de fretamento - e
ao seu preço, Frete”.
A com as reflexoens que me ocorrerem” (Ratton, 1813: p.
S 260).
15 Em todo o caso, data de 1816 a referência original em que
N.º 4 Neste contexto, com o objectivo de constatação da inter- pela primeira vez vimos reproduzida num manual nacional
104 venção pombalina na edificação destas construções em a nomenclatura “Contabilidade”. Ver, expressamente neste
Portugal, atente-se em Guimarães (2005). sentido, Stockler (1826: p. 372). O compêndio em causa foi
impresso no ano de 1826, mas redigido dez anos antes.
5 Estatutos da Junta de Comércio (1756), aprovados pelo al-
vará de 16 de Dezembro de 1756 - capítulo XVI. 16 Na expressão de Rodrigues et al. (2004a: p. 37), esta firma
“foi criada em 1734 como Companhia da Fábrica das
6 A transcrição, extraída de Bernardo (1959: p. 7), reproduz- Sedas. Em 1750, a fábrica passou a ser propriedade Real.
-se de um escrito de Pombal, incluído no documento 23 da A Real Fábrica das Sedas esteve em funcionamento até
12 colecção pombalina existente na Biblioteca Nacional de 1835”. Carvalho (1982) indica-nos que o processo de in-
Portugal.
cremento industrial de Pombal registou o seu começo com
a recuperação desta fábrica, encontrada decadente e em
7 Trata-se da Notícia Geral do Comércio, de Alberto Jaquéri situação financeira precária no início do reinado de D. José,
de Sales, texto plagiado por Cabral de Mendonça, em 1815, “não só por efeito da má administração, mas também por-
no seu Guarda Livros Moderno, sem que o nome de Sales que a pragmática em vigor restringia muito o uso dos teci-
seja mencionado. A conclusão foi avançada por Cardoso dos de luxo” (Corrêa, 1930: p. 141). Para um estudo da Real
(1984), o que nos instigou a uma análise comparativa das Fábrica das Sedas como núcleo aglutinador e fábrica-mãe
duas obras, confirmando o seu veredicto. Um excerto da de diversas indústrias e edificações sujeitas à sua adminis-
primeira vem incluído em Cardoso (1984) e a segunda está tração, veja-se Carvalho (1982: pp. 95-99) e Corrêa (1930:
J referenciada na nossa bibliografia com a entrada Mendonça pp. 139-143). Para uma análise não tão profunda, atenda-se
a (1823), pois respeita à 2.ª edição. a Serrão (1982: p. 197-198).
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