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R A ANÁLISE MATRICIAL DE RISCO:
E
V
I UMA ABORDAGEM INTEGRADA
S
T
A
António de Vasconcelos Lourenço
D Doutorando em Ciências Empresariais,
E
especialidade em Gestão
C
O 1. Introdução comprometer a criação de valor”.
N
T Da interacção entre as organizações e os seus Ainda para este investigador, independentemente da
A
B stakeholders poderão resultar danos operacionais, sua dimensão, antiguidade, área de actividade e
I financeiros e reputacionais, em consequência das situação competitiva, todas as empresas devem
L decisões tomadas. As preocupações sobre as integrar na sua reflexão estratégica, organizacional ou
I consequências tangíveis (materiais e financeiras) e operacional, um processo de identificação e avaliação
D intangíveis (credibilidade e reputação), obrigam a de riscos, cujo objectivo é identificar e antecipar os
A optar por estratégia e procedimentos que superem os acontecimentos, definir as alternativas de resolução,
D
E riscos envolvidos. Neste contexto, a análise de risco garantir a escolha de uma opção optimizada, aplicar
assume um papel de primordial importância no intuito essa opção e controlar a eficácia da solução escolhida
E de identificar e antecipar os acontecimentos, acções em relação às expectativas.
ou inacções, susceptíveis de afectar a execução de
F uma estratégia de gestão. Para a formalização deste processo, Moreau defende
I que deve seguir-se as seguintes etapas: (a) identifi-
N
A Para se poder efectuar um diagnóstico que permita cação; (b) avaliação; (c) hierarquização; (d) tratamento
N identificar as vulnerabilidades a que uma empresa ; (e) acompanhamento da evolução e (f) garantia de
Ç está sujeita, é necessário proceder a uma auditoria acompanhamento através de auditoria interna.
A de crise, um processo de recolha de informação e sua
S avaliação, que tem por objectivo identificar e medir as Não obstante, Coombs (2002), afirma que para
probabilidades de incidência de ameaças, bem como, hierarquizar os riscos, estão em causa duas
N.º
107 o seu impacto e probabilidade de ocorrência. dimensões de ameaças, uma de natureza subjectiva,
a ameaça à reputação, referente à imagem, que pode
Um dos passos mais importantes numa auditoria de levar os públicos a rejeitarem uma empresa, outra, de
crise é a avaliação de riscos e a sua hierarquização, natureza objectiva, a ameaça operacional, referente
que consiste num processo de avaliação, em intensi- ao processo produtivo, onde o risco pode, no limite,
dade e probabilidade, de um risco se tornar numa po- paralisar a empresa.
tencial crise, a que uma organização ou empresa
14 pode estar sujeita. Ciente desta importância, o autor duas dimensões podem ser cruzadas, para
Este autor concebeu uma matriz, Figura 1, onde estas
deste trabalho, propõe uma nova metodologia para a
análise matricial de riscos, suprindo uma lacuna do determinação do tipo e intensidade da ameaça.
estado actual da arte.
O objectivo deste estudo, consiste em fazer com-
preender melhor a natureza dos riscos inerentes à ac-
tividade de uma empresa, mas sobretudo, os métodos
utilizados para a sua determinação.
O
u O objectivo específico é estabelecer uma abordagem
t
u integrada matricial da determinação de riscos, relati-
b vamente às 4 dimensões que compõem a sua análise,
r
o nomeadamente: a dimensão operacional e reputa-
cional, e a dimensão probabilidade e impacto e, por
/
último, a definição da resposta a dar à crise que daí
D possa resultar.
e
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e 2. Revisão da literatura Esta matriz é constituída por dois eixos, um para as
m ameaças reputacionais e o outro para as ameaças
b operacionais; uma escala de 10 pontos, onde o ponto
r
o Moreau (2003), define o conceito de risco empresa- 1 indica a possibilidade de uma pequena ameaça com
grande possibilidade de sucesso de ser resolvida,
2 rial, como sendo “a ameaça de um acontecimento,
0 uma acção ou inacção, afectar a capacidade de uma enquanto o ponto 5, indica uma ameaça com menor
1 possibilidade de sucesso na sua resolução. O ponto 6,
1 empresa atingir os seus objectivos estratégicos e

