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de financiamento nos custos de produção de activos fixos      -  “creditors” por “dívidas” em vez de credo-
        e de inventários, opção esta que o IASB não contempla           res”;                                      R
        uma vez que obriga, em certas circunstâncias, à capitali-                                                  E
        zação dos mesmos. E ainda, no artigo 16º nº 1 alínea f),      -  “goodwill” por trespasse. Devia ficar “goo-  V
                                                                                                                   I
        a  divulgação  nas  notas  às  demonstrações  financeiras  do   dwill” que já faz parte do léxico contabilísti-  S
        montante e da natureza de elementos isolados dos rendi-         co português;                              T
        mentos ou dos gastos “cuja dimensão ou incidência sejam                                                    A
        excepcionais” conceito este (itens excepcionais) que, em-     -  “investments held as fixed assets” por “títu-  D
        bora  concordemos  com  ele,  também  já  não  faz  parte  do   los com a característica de activos fixos” em   E
        normativo internacional.                                        vez de “investimentos detidos como activos   C
                                                                        fixos”;                                    O
        Um aspecto que também chamou a nossa atenção, prende-                                                      N
                                                                                                                   T
        -se com o facto de a NDC não fazer qualquer referência    •  nos  modelos  de  Demonstração  de  resultados,   A
        aos tratamentos contabilísticos e de divulgação a dar aos    constantes dos Anexos V e VI traduz-se:       B
        subsídios do Governo.                                                                                      I
                                                                     -  “other  operating  income”  por  “outros  ren-  L
                                                                        dimentos de exploração” em vez de “outros   I
        No  que  se  refere  à  versão  em  língua  portuguesa                                                     D
        fica-nos    a    ideia    de    que    alguns  termos  poderiam  ter   rendimentos operacionais”.          A
        sido mais correctamente traduzidos do inglês. Assim, con-  Face às situações mencionadas, que não representam a to-  D
        tinua a traduzir-se “audited” por “fiscalizada”; “statutory   talidade, pensamos que seria útil que a Comissão de Nor-  E
        auditors” por “revisores oficiais de contas”; “statutory au-  malização Contabilística (CNC) revisse todas as traduções   E
        dit” por “revisão legal das contas”. No entanto, anotámos   dos termos técnicos incluídos na NDC tendo em conside-  F
        também: “auditing” por “revisão ou auditoria” e “audit re-  ração a terminologia contabilística actualmente adoptada   I
        port” por “relatório de auditoria ou certificação legal das   em Portugal.                                 N
                                                                                                                   A
        contas”. Embora saibamos que os termos adoptados estão                                                     N
        suportados na legislação portuguesa, ainda não perdemos   Finalmente, para concluir estes nossos breves comentários   Ç
        a esperança de que se venha a corrigir tais deficiências.  à NDC, desejamos manifestar a nossa discordância pelo   A
                                                            facto de, ao longo da mesma, estarem previstas cerca de   S
        Por outro lado, verificamos que, por exemplo:       oitenta opções. Esta realidade levará a que duas empresas   N.º
                                                            de idêntica dimensão e que façam parte do mesmo sector   114
              •  no artigo 2º traduz-se:                    de actividade económica, possam apresentar, no final de
                                                            cada período, posições financeiras e resultados completa-
                 -  “participating  interest”  por  “participação”,   mente diferentes e, não obstante, cumprirem com a NDC.
                    em vez de “interesses na participação”;
                                                            Trata-se, de facto, de um estranho conceito de relato fi-
                                                            nanceiro harmonizado!
                 -  “purchase  price”  por  “custo  de  aquisição”,
                    em vez de “preço de compra”;
                                                            4.    Algumas implicações da NDC em Portugal        27
                 -  “subsidiary  undertaking”  por  “empresa  fi-  Uma  das  implicações  da  NDC  no  nosso  país  tem  a  ver,
                    lial”, em vez de “empresa subsidiária”;
                                                            segundo a nossa opinião, com os limites que nela estão
                                                            estabelecidos para a classificação das empresas em micro,
                 -  “affiliated undertakings” por “empresas co-  pequenas, médias e grandes.
                    ligadas”, em vez de “empresas filiais”;

                                                            Se o Governo português não estabelecer limites substan-
              •  no artigo 3º nº 7 traduz-se: “exceed the limits”   cialmente diferentes daqueles que estão contemplados no
                 por “não excedam os limites” em vez de “exce-  artigo 3º da NDC e que transcrevemos no ponto 2.1. deste
                 dam os limites”;                                                                                  j
                                                            trabalho, estimamos que cerca de 90% das nossas empre-  u
                                                            sas sejam classificadas como micro com todas as conse-  l
              •  no artigo 16º alínea d) traduz-se:                                                                h
                                                            quências daí resultantes a nível contabilístico e do relato   o
                 -  “affiliated  or  associated  undertakings”  por   financeiro.                                    /
                    “empresas coligadas ou associadas” em vez   De  facto,  pensamos  que,  face  à  realidade  da  nossa  eco-  s
                    de “empresas filiais ou associadas”;                                                           e
                                                            nomia  e  ao  respectivo  tecido  empresarial,  os  limites  ra-  t
                                                            zoáveis  para  uma  empresa  ser  classificada  como  micro   e
              •  no artigo 16º alínea f) traduz-se:
                                                            deveriam  ser  substancialmente  inferiores  aos  que  estão   m
                                                                                                                   b
                 -  “income”  por  “receitas”  em  vez  de  “rendi-  previstos  não  só  na  NDC  como  também  no  Decreto-Lei   r
                    mentos”;                                nº 36-A/2011, de 9 de Março, que aprovou o regime de   o
                                                            normalização  contabilística  para  microentidades.  As-  2
              •  nos modelos de Balanço constantes dos Anexos   sim,  defendemos  os  limites  de 100 000 euros (balanço),   0
                 III e IV traduz-se:                        150 000 euros (volume de negócios) e 5 (trabalhadores).   1
                                                                                                                   3
                                                            E mesmo assim, estaremos provavelmente perante cerca
                 -  “debtors” por “créditos” em vez de “devedo-  de 300 000 empresas, ou seja, 75% do total das empresas
                    res”;                                   portuguesas.
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