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         associados a outros podemos distinguir os fatores de riscos mais   vamente racionais e tratam as organizações de forma muito simplis-
         pertinentes (i.e. parte do ERM).                     ta (Power, 2007), o BSC obriga-se a reconhecer a complexidade e
                                                              originalidade de cada empresa, propondo sempre soluções específi-
                        FINANCIAL PERFORMANCE                 cas e adaptadas. Sistemas criados especificamente para gestão de
             To succeed financially, how should we appear to our shareholders   risco  são  muitas  vezes  insuficientes,  por  prematura  codificação  e
        GOALS:                MEASURES:                       padronização das práticas de gestão de risco (Kaplan, 2011), pro-
                                                              duzindo pouca eficácia na gestão de risco (Paape e Speklé, 2012);
          To obtain higher profit margins   Profit margin by supply chain partner
                                                              beneficiariam de uma ferramenta complementar como o BSC, de-
          To improve cash flows    Net cash generated through the  supply chain   senvolvida por gestores especializados, que atenda às especificida-
          To generate revenue growth    Increase in number of costumers and   des das organizações.
                                sales per costumer
                                                                 A  gestão  de  risco  implica  uma  contínua  avaliação  dos  riscos
                               Percentage annual return on supply chain   envolvidos  (O’Regan,  2002;  Maynard,  1999;  Marks,  2001)  para
                                assets                        saber como atuar (i.e. ERM segundo Funston (2003). Afirmando-se
                    Enterprise Risk Management Components     o BSC como uma estrutura adaptativa que permite uma permanente
                                                              avaliação e reajustamento do estado da organização no seu todo,
         RISK-RELATED GOALS:   RISK-RELATED MEASURES:
                                                              corresponde às exigências de uma gestão de risco: pode ser desen-
           To reduce threats due to price    Number  of  costumer  defections  at-  volvido como forma de integrar a gestão do risco nas empresas.
           competition           tributed to price
                                                                 Há já o exemplo de aplicar o BSC à gestão de risco, incluindo
           To reduce cost overruns     Extent  of  surcharges  paid,  holding   no modelo a perspetiva interna “gestão de risco” (Kaplan e Norton,
                                 costs  incurred,  or  overtime  charges
                                                              2004;  Nagumo,  2005)  ou  organizando  um  departamento  para  a
                                 applied to supply chain
                                                              gestão de risco sob os pressupostos do BSC. Assim organiza den-

           To  reduce  costs  incurred    Extent  of  warranty  claims  incurred,   tro do espírito BSC a gestão de risco, sem que o BSC seja no seu
           outside  the  supply  chain  that   legal  costs  paid,  and  sales  returns   todo considerado dentro desse sentido, superando o problema de
           are  due  to  supply  chain  pro-  processed  due  to  product/service
                                 issues                       um BSC demasiado complexo.
                      (Beasley, M., et al, 2006, pp. 55)         Tudo  considerado,  vemos  que  os  pressupostos  de  ação  para
                                                              uma gestão de risco coincidem com o essencial de um BSC. Exis-
            Caraterística maior, o BSC destaca-se pelo seu caráter relacio-  tem contudo dificuldades em conjugar o BSC e a gestão de risco.
         nal  sistematizado  num  mapa  estratégico.  A  introdução  da  análise
         explícita de fatores de risco no BSC deve atender a este aspeto: o   Os problemas principais são os naturais ao caráter sempre in-
         desenho do mapa estratégico parte de pressupostos que encerram   certo da incerteza – abordar o desconhecido é sempre problemático
         incerteza, riscos – também para o teor das relações aí previstas há   – e não uma questão de conjugação. Mas há problemas que advêm
         uma avaliação dos riscos. Daí o caráter dinâmico do BSC, apontan-  da própria formulação do BSC, como apontar fatores de risco nas
         do a uma permanente flexibilidade no desenho e aplicação do seu   várias  perspetivas  sem  atender  às  dificuldades  técnicas  (Franco-
         mapa estratégico, em contínua reavaliação.           Santos  e  Bourne,  2005)  na  consideração  da  informação  relativa:
                                                              técnicas de mensuração e avaliação mais adequadas (conforme os
            Através do desenho do mapa estratégico pode-se definir o nível   métodos escolhidos variam as capacidades explicativas – Sedatole,
         de  risco  assumido  (um  mapa  de  risco):  os  objetivos  estratégicos   2003), o caráter subjetivo da informação (como níveis de satisfação
         estabelecem-se com uma consciência dos riscos que envolvem  –   do pessoal) ou estatístico.
         riscos não só como obstáculos a evitar (risco puro), mas também
         como condições de uma dada oportunidade de sucesso (risco espe-  O BSC destaca-se pelo desenho de um mapa estratégico como
         culativo) (Kawamoto, 2001).                          mola disciplinadora – e será muito difícil equilibrar a noção de risco
                                                              com a criação deste mapa. Exige-se uma força e vontade que con-
            O  BSC,  enquanto  veículo  de  comunicação  dos  objetivos  da   certem  as  decisões  estratégicas  com  a  noção  de  incerteza  num
         empresa,  permite  o  alinhamento  das  pessoas  com  os  mesmos  e   mapa estratégico credível pelo seu dinamismo – assim se define a
         uma  mais  fácil  interiorização  da  cultura  organizacional  proposta.   boa gestão. Há o perigo de desenhar um mapa só por princípio, não
         Assim, se uma cultura de gestão de riscos em toda a organização é   abordando as reais circunstâncias da incerteza, que assim são mais
         mais crucial que as questões técnicas (Bruno-Britz, 2009), a proprie-  facilmente iludidas para prejuízo da empresa.
         dade do BSC para a introdução de uma gestão de risco eficaz é
         evidente.                                               Há um outro problema: excesso de informação. No quadro do
                                                              BSC pode aparecer informação tão dispersa que o gestor tem difi-
            Cada  organização  é  uma  entidade  própria,  a  gestão  de  risco    culdade em se orientar, além de que pode exigir recursos de manu-
         há-de variar entre empresas (Arena et al, 2010) podendo mesmo   tenção que não compensam o esforço.
         variar  dentro  da  mesma  empresa  em  momentos  diferente  (Mikes
         2009).  Se  alguns  sistemas  de  gestão  de  risco,  como  o  proposto   Será  útil  que  as  questões  relacionadas  com  os  riscos  sejam
         pelo Committee of Sponsoring Organizations (COSO), são excessi-  abordadas  por  pessoas  diferentes  daquelas  que  abordam  os  de-
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