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         sempenhos (Sammer, 2006), até por eventuais conflitos de interes-  pende o sucesso deste modelo de gestão.
         ses; e estabelecer divisões de análise para o BSC: dois BSC´s se-  Acabámos de apresentar a nossa visão crítica da aplicação do
         parados (riscos e desempenhos – ainda que por vezes essa divisão   BSC à gestão de risco, num estudo teórico que carece de validação
         não  seja  clara),  ambos  relacionados  com  a  estratégia  geral,  com   empírica. Estudos desta natureza escasseiam e nesta falta reside
         uma mesma estrutura de construção e seguindo a mesma metodo-  uma legítima razão para desenvolver os conceitos BSC e Gestão de
         logia (Calandro e Lane, 2006).                       Risco, no âmbito da Contabilidade de Gestão.

                            CONCLUSÕES                                           REFERÊNCIAS
            O ambiente económico é cada vez mais concorrencial, semeado   Ackerman,  S.  (2001),  The  Enterprise  in  Enterprise  Risk  Manage-
         de riscos, ameaças e oportunidades imprevisíveis. Nesta incerteza   ment, Casualty Actuarial Society Enterprise Risk Management Se-
         emerge  a  necessidade  de  técnicas  de  gestão  que  introduzam  no   minar;
         quotidiano das empresas a gestão do risco. Risco que já não é so-
         mente um possível azar, mas tudo aquilo que pode afetar o sucesso   Alquier,  A.  e  Tignol,  M.,  (2006),  “Risk  management  in  small-  and
         das ações empresarias – no fundo, a nova noção da gestão de risco   medium-sized enterprises”, Production Planning & Control, Vol. 17,
         significa uma visão mais compreensiva da atividade empresarial. O   pp. 273-282;
         BSC pode assumir-se como o instrumento ideal para desenvolver   Arena, M.; Arnaboldi, M. e Azzone, G., (2010), “The organizational
         as práticas da contabilidade de gestão sob essa ideia.   dynamics of Enterprise Risk Management”, Accounting, Organizati-
            O BSC procura observar todo o espetro da atividade empresari-  ons and Society, Vol. 35, pp. 659–675;
         al, naquilo que mais importa, criando um modelo de referência que   Beasley, M., Chen, A., Nunez, K. e Wright, L. (2006) “Working Hand
         servirá de avaliação e controlo. Apesar do BSC se dedicar às ques-  in Hand: Balanced Scorecards and Enterprise Risk Management”,
         tões  do  desempenho  real,  se  a  diversidade  dos  riscos  deve  ser   Strategic Finance, Vol. 87, Nº. 9, pp 49-55;
         atendida  como  um  fator  inerente  à  estratégia  empresarial,  estes   Beasley, M., Pagach, D. e Warr, R. (2008), “Information conveyed in
         estão veladamente abordados no conceito. Esta abordagem pode   hiring  announcements  of  senior  executives  overseeing  enterprise-
         ser desenvolvida através de uma distinção dos fatores de risco mais
         críticos, segundo as perspetivas de análise escolhidas e seus indi-  wide risk management processes”, Journal of Accounting, Auditing
         cadores,  apurando  o  atual  processo  de  controlo  e  avaliação;  isto   & Finance, Vol. 23, pp. 311–332;
         sempre com vista a adaptar, em tempo útil, as ações da empresa   Beck, U. (1992). Risk society: Towards a new modernity. London:
         conforme os seus interesses estratégicos – num culminar que repre-  Sage;
         senta uma verdadeira gestão de risco.                Calandro, J. (2006), An enterprise approach to insurance risk mana-
            Expandir  a  ideia  do  BSC  pelos  caminhos  da  gestão  de  risco   gement, New York, Working paper, IBM, White Plains;
         significa desenvolver o mapa estratégico – instrumento diferencia-  Calandro, J. e Lane, S. (2006), “Insights from the Balanced Score-
         dor do BSC – o que, pela sua génese, implica analisar cada risco na   card An introduction to the Enterprise Risk Scorecard”,  Measuring
         sua relação com a totalidade percebida da empresa, estudar mais   Business Excellence, Vol. 10, nº. 3, pp. 31-40;
         seriamente a suas circunstâncias. De tal advém mais uma vanta-
         gem, pelo mapa estratégico definir-se-á o nível de risco assumido   CAS – Casualty Actuarial Society, “ERM – Enterprise Risk Manage-
         pela empresa.                                        ment” – 2010, disponível em <http://www.casact.org/research/erm/>
                                                              em 19/05/2010
            O ideário do BSC presta-se a uma exigente gestão de risco nas
         empresas,  mas  também  acarreta  problemas  e  dificuldades:  umas   COSO  (2004)  Enterprise  Risk  Management  –  Integrated  Fra-
         associadas à elaboração do mapa estratégico e às relações ai as-  mework. Executive Summary & Framework (Committee of Sponso-
         sumidas; outras relativas às técnicas de tratamento da informação e   ring  Organizations  of  the  Treadway  Commission)  disponível  em
         avaliação  do  risco;  problema  decisivo  poderá  ser  um  excesso  de   http://www.coso.org/documents/coso_erm_executivesummary.pdf,
         informação que neutraliza os benefícios do BSC.      em 12/12/2012;
            No essencial, o BSC será uma forma de disciplinar a gestão da   D’Alessandro, D.F. (2001), Brand Warfare, McGraw-Hill, New York
         empresa para enfrentar a complexidade do mundo empresarial com   NY;
         todos os riscos envolvidos, sem propor um modo único de atuação:   de Haas, M. e Kleingeld, A. (1999), “Multilevel design of performan-
         encaminha a gestão das empresas na procura das suas soluções,   ce measurement systems: enhancing strategic dialogue throughout
         através dos seus próprios problemas – o importante é a qualidade   the organization”, Management Accounting Research, Vol.10, Nº. 3,
         intrínseca da gestão na empresa.                     pp. 233-261;
            Julgamos o BSC um processo válido para a integração de uma   Dickinson, G. (2001), “Enterprise risk management: Its origins and
         gestão  de  risco  comprometida  e  realista  numa  organização,  mas   conceptual foundation”, The Geneva Papers on Risk and Insurance,
         cuja eficácia é sujeita a certos problemas – da sua abordagem de-  Vol. 2, Nº. 3, pp 360-366;
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