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         Apesar desta quebra, verificou-se uma vez mais, a subida   Gráfico 1 – CPA dos encargos brutos previstos para o setor rodoviário
         nas previsões dos encargos brutos em 2012. Esta subida           (em milhões de euros)
         demonstrou-se  acentuada,  quando  em  comparação  com
         2009, visto que se registou um acréscimo de aproximada-
         mente 5.134,5 M¤. Apesar do aumento registado em 2012,
         verifica-se que existe uma tendência decrescente dos en-
         cargos brutos a partir de 2013. No entanto, ao analisar as
         previsões de encargos brutos do setor rodoviário, entre o
         ano do respectivo relatório de OE e 2037, verificou-se que
         o valor dos encargos brutos do setor representaram sem-
         pre mais de 80% do valor dos encargos brutos totais. Des-
         ta forma, o setor rodoviário assume-se, como o setor com
         maior peso em termos de investimento em estruturas cons-
         truídas sob a alçada de esquemas de PPPs.

            No que respeita às previsões dos encargos líquidos do   Fonte dos dados: Relatórios do Orçamento de Estado (de 2005 a 2019).
                                                                  Fonte: Autor.
         setor rodoviário, até ao ano 2011, não existem discrepân-
         cias entre estes valores e as previsões dos encargos bru-  Gráfico 2 – CPA dos encargos líquidos previstos para o setor rodoviá-
         tos para o mesmo período. Apesar dos sistemas de porta-          rio (em milhões de euros)
         gens terem entrado em vigor no final de 2009, e se terem
         começado a calcular previsões de receita para os mesmos,
         estas, devido à sua questionabilidade, não foram conside-
         radas  para  efeitos  de  realização  deste  estudo.  As  previ-
         sões calculadas para o setor rodoviário não consideravam,
         nesse ano, separadamente os valores dos encargos brutos
         e  o  das  receitas,  sendo  feito  apenas  a  diferença  destes
         dois, o que constituiu alguma questionabilidade em relação
         à veracidade dos valores em questão. Assim, a entrada de
         receitas neste setor apenas começou a ser considerada a
         partir de 2012. A introdução de portagens, com custos para
         o  contribuinte,  começa  a  constituir  uma  forma  de  receita
         para o Estado que irá impactar positivamente as contas no   Fonte dos dados: Relatórios do Orçamento de Estado (de 2005 a 2019).
         que diz respeito a este tipo de encargos, “aliviando” assim   Fonte: Autor.
         os custos inerentes aos projetos sob a alçada de PPPs.
                                                                  4.2. CPA dos encargos no setor da saúde
            Através da análise feita, e com base nos gráficos apre-
         sentados, é possível verificar a existência de uma quebra   Ao  contrário  do  setor  rodoviário,  a  saúde  representa
         significativa nas previsões referentes aos encargos no se-  apenas uma pequena parcela das previsões de encargos
         tor rodoviário. Esta quebra deveu-se sobretudo a um volu-  brutos, registando, ainda assim, valores consideráveis. Os
         me significativo, outrora inexistente, de previsões de recei-  encargos plurianuais apresentados para este setor têm por
         tas.  Torna-se  igualmente  importante  salientar  a  descida   base  o  sistema  de  remuneração  das  entidades  gestoras
         acentuada  de  proveitos,  registada  entre  os  relatórios  de   dos  edifícios  e  dos  estabelecimentos,  nos  contratos  em
         Orçamento de Estado de 2012 e 2013. Esta descida totali-  vigor para as quatro unidades hospitalares sob o regime de
         zou um valor de 2.613,7 M¤, representando cerca de 32%   PPP. As previsões do relatório de OE para 2005 apresen-
         da receita prevista no OE para 2012. Argumenta-se que tal   tam um valor algo elevado, na medida em que nesse ano,
         possa ter acontecido, tanto pela degradação das condições   se encontravam a concurso público, 8 projetos envolvendo
         económicas do país, que influenciaram o poder de compra   PPPs  para  entidades  gestoras  dos  edifícios  e  entidades
         dos contribuintes, como pelo facto de se ter iniciado o pro-  gestoras dos estabelecimentos: (i) Hospital de Loures; (ii)
         cesso de cobrança nestas portagens. Contudo, este resul-  Hospital de Cascais; (iii) Hospital de Braga; e (iv) Hospital
         tado deve-se, sobretudo, ao facto de as previsões iniciais   de Vila Franca de Xira; A par destas instituições hospitala-
         se encontrarem demasiado empoladas.                  res encontravam-se também em concurso o Centro de Me-
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