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No que concerne a (3), comummente designadas medi-  rificar o tratamento do IVA através dos documentos de  R
         das de evasão fiscal, a poupança é conseguida por via  compra dos bens.                                E
         de actos ilícitos (por exemplo: falsificação da contabili-  • Os bens em curso foram transferidos para o imobilizado  V
         dade, facturas falsas, apropriação de impostos retidos),  só depois de estarem concluídos? Verificar os registos,  I
                                                                                                                S
         estando logicamente sujeitas a sanções legais. O fenó-  a transferência de valores para a conta de imobilizado,
         meno de evasão fiscal pode reflectir-se através das se-  assim como a existência física dos bens.      T
         guintes situações previstas no Regime Geral das Infra-  • Foram tidas em conta as exigências fiscais no desre-  A
         cções Tributárias (RGIT):                          conhecimento de activos fixos tangíveis? Verificar se foi  D
          • burla tributária (art.º 87.º);                  comunicado à AF a data e o local dos abates.        E
          • frustração de créditos (art.º 88.º);           • Os impostos retidos pela empresa estão creditados nas
          • fraude (art.º 103.º);                           respectivas contas? Foram respeitadas as taxas de re-  C
          • abuso de confiança (art.º 105.º);               tenção? Verificar os movimentos contabilísticos, as taxas  O
          • fraude contra a segurança social (art.º 106.º)  e   de retenção assim como os demais formalismos legais.  N
          • abuso de confiança contra a segurança social (art.º 107.º).   • As retenções de imposto efectuadas por terceiros fo-  T
         Outras medidas tomadas tendo em vista evitar a evasão  ram-no devidamente? Verificar a natureza das reten-  A
         e fraude fiscal, através do já citado Decreto-Lei n.º  ções assim como os respectivos documentos, desig-  B
         413/98, de 31 de Dezembro, que aprovou o RCPIT, es-  nadamente bancários.                               I
                                                                                                                L
         tão relacionadas com os procedimentos de inspecção, os  • Os cálculos da estimativa para férias e subsídio de fé-  I
         quais levaram em conta a adopção do princípio do con-  rias estão correctamente efectuados? Verificar os cál-
                                                                                                                D
         traditório que, se bem aplicado, contribui para aliviar a  culos efectuados tendo em atenção a massa salarial.  A
         sempre desconfortável tensão entre os contribuintes e a  • As doações constam do activo da empresa pelo seu  D
         administração tributária.                          justo valor? Verificar o critério em questão.       E
         Concluímos, assim, que o importante para as empresas
         será a optimização dos custos fiscais com recurso a um  CONCLUSÃO                                      E
                                                           CONCLUSÃO
         atempado planeamento/gestão fiscal. Considera-se le-  Procurámos, ao longo do presente artigo, evidenciar as
         gítimo que as empresas procurem as soluções que me-  afinidades existentes entre a Auditoria Fiscal e a Audito-  F
         lhor satisfaçam os seus objectivos fiscais que passam ra-  ria Financeira, sem deixar se realçar o carácter autónomo  I
         cionalmente por minimizar a sua carga fiscal, sendo que  da primeira.                                  N
         a procura destes cenários de eficiência fiscal dentro da  Revelámos, de seguida, que as formas de Auditoria Fis-  A
         moldura jurídico-legal colocada ao dispor das empresas  cal podem ser encaradas numa tripla perspectiva: a le-  N
                                                                                                                Ç
         não pode ser considerada como fuga aos impostos, quer  vada a cabo por auditores externos, a executada pelos  A
         estejamos na presença de objectivos puramente quanti-  serviços da DGI e da IGF e a desempenhada por espe-
                                                                                                                S
         tativos de redução da carga fiscal, quer mesmo em face  cialistas de fiscalidade pertencentes à própria estrutura
         de estratégias de diferimento de impostos.        organizativa da empresa.                             N.º
         Falta-nos, portanto, dedicar atenção nesta exposição a  Sem prejuízo de outras relevantes apreciações finais,  100
         uma matéria que tem ganho, nos tempos recentes, par-  uma derradeira parece-nos a mais adequada – a de que
         ticular acuidade. Trata-se de analisar a auditoria fiscal sob  a Auditoria Fiscal constitui um importante instrumento ao
         a óptica da administração fiscal, ou, se quisermos sim-  serviço da gestão das empresas e um indispensável me-
         plificar, na perspectiva de uma fiscalização tributária.  canismo para acautelar os interesses do Estado na pre-
                                                           sença de situações irregulares do ponto de vista da ar-
         4 – A EXECUÇÃO DA AUDITORIA FISCAL: EXEM-         recadação de impostos.
            PLOS DE TESTES
         Para terminar, assinalamos casos concretos de testes a  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS                   19
         executar pelos auditores na prossecução de objectivos  ARENS, Alvin A. ; LOEBBECKE, James K. (2000) – Au-
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                                                                                          th
         de auditoria fiscal :                             diting: An Integrated Approach. 8  ed.. Prentice Hall
         • Teve-se em conta o coeficiente de desvalorização da  International, Inc. New Jersey.
          moeda no apuramento das mais valias / menos valias  ASCENSÃO, Adílio Hélder Ramos (2002) – “Auditoria
          fiscais? Analisar o cálculo das mais valias / menos va-  Fiscal”. Jornal de Contabilidade, n.º 305. Ano XXVI. Bo-
          lias fiscais através do respectivo mapa.         letim da Associação Portuguesa de Técnicos de Conta-
         • É conhecido o valor do terreno e o valor da construção  bilidade (APOTEC). Lisboa.
          e foi atribuído a cada um deles o respectivo valor? Ve-  COSTA, Carlos Baptista da (2000) – Auditoria Finan-  J
          rificar os elementos que compõem o custo, assim como  ceira: teoria e prática. 7.ª ed.. Lisboa : Editora Rei dos  a
                                                                                                                n
          o cálculo do valor do terreno e da construção.   Livros.
         • As taxas de depreciação são definidas pela empresa ou  COSTA, Carlos Baptista da (2006) –  Transparências  e
                                                                                                                 i
          aplicam-se as taxas contidas na legislação fiscal? Ve-  para aulas de Relato Financeiro. Trabalho efectuado no
                                                                                                                 r
          rificar se as taxas de amortização praticadas são as  âmbito da disciplina de Relato Financeiro do Mestrado
          constantes da legislação.                        em Contabilidade e Auditoria do ISCA-UA, ano lectivo  o
                                                                                                                /
         • Em caso de destruição de bens foi participado o facto  2005/2006, 2.º semestre. Acessível no Instituto Superior
          à DGI e foi elaborado o auto de destruição dos mes-  de Contabilidade e Administração de Aveiro. Aveiro. Por-  M
                                                                                                                a
          mos? Verificar se foi elaborado auto de abate e se foi  tugal.
                                                                                                                 r
          pedida a presença de elementos da AF.            LOURENÇO, João Cabrito (2000) – A Auditoria Fiscal.   ç
         • As depreciações superiores às devidas foram acresci-  2.ª ed.. Vislis Editores. Lisboa.
                                                                                                                o
          das à matéria colectável? Verificar a existência de de-  GONÇALVES, Joaquim e SOARES, José (orgs) (1994)
          preciações em excesso e se as mesmas foram acres-  –  Auditoria Fiscal. Curso da Câmara dos Revisores
                                                                                                                2
          cidas para efeitos fiscais.                      Oficiais de Contas.
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         • O IVA contido na aquisição das viaturas de turismo e  GUIMARÃES, Joaquim Fernando da Cunha (1998) –  1
          barcos de recreio (por exemplo) tem sido deduzido? Ve-  “Auditoria Fiscal”. Revista de Contabilidade e Comér-
                                                                                                                0
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