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R       monização das normas é incompleto porque as práticas  Ball, R., A. Robin e J. S. Wu (2003), “Incentives versus
       E       contabilísticas, mesmo existindo normas idênticas, são  standards: properties of accounting income in four East
       V       sensíveis aos incentivos dos gestores e dos auditores,  Asian countries”, Journal of Accounting and Economics,
        I      dois participantes fulcrais no processo de relato financeiro.   36, pp. 235 – 270.
        S                                                        Ball, R., S.P. Kothari e A. Robin (2000), “The effect of inter-
       T       3. Conclusão                                      national institutional factors on properties of accounting earn-
       A
               Conforme referem Chen et al. (2009) existem actualmente  ings”, Journal of Accounting and Economics 29, pp. 1-51.
               duas principais escolas de pensamento no debate sobre a  Burgstahler, D. C., L. Hail e C. Leuz (2006), “The Importance
       D
       E       harmonização internacional da Contabilidade. Os que de-  of Reporting Incentives: Earnings Management in Euro-
               fendem essa harmonização argumentam que um único re-  pean Private and Public Firms”, The Accounting Review, Vol.
       C       ferencial contabilístico a nível mundial como as IAS/IFRS  81, No. 5, pp. 983-1016.
       O       contribui para a redução de assimetria de informação, o que  Chen, H., Q. Tang, Y. Jiang e Z. Lin (2009), “International Fi-
       N       reduz o custo de capital, e contribui para os movimentos in-  nancial Reporting Standards and Accounting Quality: Evi-
       T       ternacionais de capitais, favorecendo a internacionalização  dence from the European Union”, Working Paper.
       A       das economias. Os oponentes da harmonização defen-  Christensen, H. B., E. Lee e M. Walker (2008), “Incentives
       B       dem que as características locais é que devem determinar  or standards: What determines accounting quality changes
        I      a forma e o conteúdo das normas contabilísticas, até por-  around IFRS adoption?”, Working Paper. Disponível em:
       L       que as mesmas normas aplicadas em ambientes institu-  http://ssrn.com/abstract=1013054
        I
       D       cionais diferenciados poderão levar a diferentes resultados  Daske, H., L. Hail, C. Leuz e R. Verdi (2008), “Mandatory
       A       em termos da qualidade do relato financeiro.      IFRS Reporting around the World: Early Evidence on the
       D       Suportamos a asserção de Holthausen (2009, p. 457) no  Economic Consequences”, Journal of Accounting Research,
       E       sentido de que só com o alinhamento das envolventes ins-  Vol. 46, No. 5, pp. 1085 – 1142.
               titucionais e económicas que afectam o relato financeiro  Holthausen, R. W. (2009), “Accounting Standards, Financial
       E       será possível esperar idênticos resultados em termos da  Reporting Outcomes, and Enforcement”, Journal of Ac-
               qualidade do mesmo.                               counting Research, Vol. 47, no. 2, pp. 447-458.
        F      Nós diríamos que as normas são apenas um dos ingre-  Leuz, C., D. Nanda, e P. D. Wysocki (2003), “Earnings man-
        I      dientes do processo de relato financeiro. Assim, a quali-  agement and investor Protection: an international compari-
       N       dade das normas contabilísticas poderá ser uma condição  son”, Journal of Financial Economics, 69, pp. 505-527.
       A       necessária mas não suficiente para qualidade do relato fi-  Leuz, C., D. Nanda, e P. D. Wysocki (2008), “Economic Con-
       N       nanceiro.                                         sequences of Financial Reporting and Disclosure Regula-
       Ç
       A       Os próximos anos irão dizer algo sobre a influência do SNC  tion: A Review and Suggestions for Future Research”,
        S      na prática contabilística. O escrutínio é merecido.  Disponível em http://ssrn.com/abstract=1105398.
                                                                 Rahman, A., J. Yammeesri e H. Perera (2010), “Financial
       N.º     BIBLIOGRAFIA                                      reporting quality in international settings: A comparative
       100     Ball, R. (2006) “International Financial Reporting Standards  study of the USA, Japan, Thailand, France and Ger-
               (IFRS): Pros and Cons for Investors” Accounting and Busi-  many”,  The International Journal of Accounting, doi:
               ness Research: International Accounting Policy Forum, 5-27.  10.1016/j.intacc.2010.01.001.
               Ball, R. (2009), “Market and Political/Regulatory Perspectives  Soderstrom, N. S. e K. J. Sun (2007), “IFRS Adoption and
               on the Recent Accounting Scandals”, Journal of Accounting  Accounting Quality: A Review”, European Accounting Re-
               Research, Vol. 47, No. 2, pp. 277-322.            view, Vol. 16, No. 4, pp. 675 – 702.

     14        1 As entidades cujos valores mobiliários estejam admitidos à negociação num mercado regulamentado devem elaborar as suas contas (individuais e consolidadas) de acordo

                com as normas internacionais de contabilidade adoptadas na União Europeia, nos termos do Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de
                19 de Julho.
               2 Na literatura são utilizados diferentes indicadores da qualidade da contabilidade, tais como o alisamento de resultados, os accruals discricionários, a qualidade dos accruals
                e o registo contabilístico atempado de perdas (Chen et al., 2009). Os accruals consistem normalmente em estimativas ou previsões, cujo objectivo é tornar o resultado con-
                tabilístico uma medida aproximada do resultado económico (não observável) e resultam do regime do acréscimo na preparação das demonstrações financeiras.
               3 Por eficácia deve-se entender a capacidade de o Estado fazer cumprir a lei através do sistema judicial.



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                   INSCREVA-SE COMO MEMBRO DA
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                              PERITOS CONTABILISTAS
        2                     PERITOS CONTABILISTAS
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