Page 12 - rcf1103_Neat
P. 12
R dutivo. Além disso, as melhorias baseiam em reduções Figura 6 – Fluxo de caixa projetado alternativa 1 de
E de custo, por melhoria da eficiência no caso dos equipa- investimento.
V mentos, e em virtude da redução das despesas opera-
I cionais semanais. Os pressupostos que sustentaram as
S análises realizadas estão alinhados com o que é preco-
T nizado pelo Mundo dos Custos.
A
D A seguir, esses resultados serão validados sob o ponto
E Fonte: o autor (2006)
de vista da produção e à luz do Mundo dos Ganhos. Para
isso, é necessário, primeiramente, identificar a restrição
C
O do sistema produtivo. Isso deve ser realizado, dado que Figura 7 – Fluxo de caixa projetado alternativa 3 de
N a Teoria das Restrições preconiza que qualquer melho- investimento.
T ria para o sistema como um todo somente é efetiva se
A realizada na restrição. O Quadro 9 apresenta a identifi-
B cação da restrição.
I
L
I O Quadro 9 é montado prevendo as demandas máximas
D inseridas pelo problema. Neste cenário, a utilização dos
A equipamentos é multiplicada pelas demandas máximas.
D Assim, obtém-se a necessidade de recursos de cada um Fonte: o autor (2006)
E dos equipamentos para as linhas de produtos existentes.
Dessa forma se evidencia uma necessidade de capaci-
E
dade adicional de 460 minutos no recurso C. Contraria-
mente a isso os dados mostram uma ociosidade, sobra Para fazer a análise da Alternativa 2 de acordo com os
F conceitos do Mundo dos Ganhos, já tendo reconhecido
I de capacidade, nos recursos A, C e D. Logo, qualquer a importância da restrição, é necessário verificar quais
N melhoria nos equipamentos A, B e D, ainda que reduza seriam os ganhos obtidos na restrição. O Quadro 10
A o tempo total de processamento do produto, não neces-
N sariamente aumenta a taxa de atendimento da demanda apresenta os dados revistos de acordo com a Teoria das
Ç da empresa como um todo. Restrições. Os resultados apresentam os primeiros
A dados contra-intuitivos. Diferentemente do que apresenta
S o Quadro 5, verifica-se que o produto que gera maiores
Dessa forma, o investimento na Alternativa 1 só é efe- resultados para a empresa como um todo são as Juntas
N.º tiva para a redução das despesas operacionais. O Homocinéticas. Mesmo o Ganho (Preço de Venda – Cus-
103 mesmo raciocínio se aplica para a Alternativa de investi- tos Totalmente Variáveis) sem considerar o tempo de uti-
mento 3. As Figuras 6 e 7 apresentam os fluxos de caixa lização do Gargalo pode gerar resultados equivocados.
remontados de acordo com a lógica do Mundo dos Ga- Quando se verifica o Ganho que cada produto gera por
nhos. Neste cenário apura-se um Valor Presente Líquido unidade de tempo consumido na restrição, verifica-se
(a taxa de 10% ao ano) de R$ 97.120,91 para Alternativa que os cardans são produtos menos atraentes que as
1 e de R$ 72.120,91 para Alternativa 3. A Taxa Interna de juntas homocinéticas.
Retorno aual apurada para a Alternativa 1 foi de 43,43% Quadro 10 – Identificação da Restrição (Equipamento
12 e para alternativa 3 foi de 30,69%. com capacidade Restritiva)
Juntas Homocinéticas Cardans
Quadro 9 – Identificação da Restrição (Equipamento
com capacidade Restritiva) Preço R$ 95,00 R$ 105,00
Custos R$ 45,00 R$ 42,00
Juntas Con- Variáveis
Homocinéticas Cardans Capaci-
O sumo dade Folga Ganho R$ 50,00 R$ 63,00
u Recur- Tempo Consumo Tempo Consumo Total (min) (min)
t sos (min) (min) (min) (min) (min) % de 53% 60%
u Ganho
b
r A 10 1.300 5 650 1.950 2.400 450 Tempo do 8 14
o Gargalo
/ B 12 1.560 6 780 2.340 2.400 60 Ganho de
Valor por
D minuto de R$ 6,25 R$ 4,50
e C 8 1.040 14 1820 2.860 2.400 -460
z utilização
e da restrição
m D 10 1.300 5 650 1.950 2.400 450
b
r Tempo 40 Tempo 30 Fonte: o autor (2006)
o Total Total
2 Os Quadros 11 e 12 apresentam como ficaria o resul-
0 Fonte: o autor (2006)
1 tado da organização priorizando a produção de cardans
0

