Page 8 - rcf1103_Neat
P. 8

R       conjunto de entradas e saídas em determinado horizonte  um determinado investimento em uma unidade de tempo
       E       de tempo para análise (Gitman, 2005). Por vezes, o ho-  definida. Woiler & Mathias (1996) e Ross, Westerfield &
       V       rizonte de análise pode ser perpétuo, infinito.    Jaffe (1999) corroboram os autores anteriores, comple-
        I                                                         mentando que essa é uma taxa intrínseca do projeto
        S      Os valores são descontados a determinada taxa, sendo  (razão do seu nome). Isso significa dizer que o valor ob-
       T       essa referida “como taxa de desconto, retorno exigido,  tido não depende do mercado, mas deve ser comparado
       A
               custo de capital, ou custo de oportunidade” (Gitman, p.  aos de mercado.
               173, 2005). Para Motta & Calôba (2002, p. 106) “O Valor
       D
       E       Presente Líquido Descontado (VPL) é a soma algébrica  A Taxa Mínima de Atratividade (TMA) é a taxa de mer-
               de todos os fluxos de caixa descontados para o instante  cado utilizada para a comparação com a TIR. Essa é a
       C       presente (t=0), a uma dada taxa de juro i”. A Equação 1  taxa que à qual o mercado remunera o capital aplicado,
       O       busca  apresentar  a  estrutura  de  cálculo  do VPL,  en-  quando da aplicação do recurso em determinado inves-
       N       quanto o Quadro 2 detalha seus elementos.          timento. Assim, a Taxa Interna de Retorno poderá ser su-
       T                                                          perior  à  TMA,  para  premiar  os  possíveis  riscos  do
       A                                                          investimento. A Equação 2 apresenta a estrutura de cál-
       B        Equação 1 – Estrutura do Valor Presente Líquido (VPL)  culo da Taxa Interna de Retorno. No Quadro 3 estão lis-
        I                                                         tados os elementos e as descrições da Equação 2.
       L
        I
       D
       A                                                          Equação 2 – Estrutura da Taxa Interna de Retorno (TIR)
       D
       E
                       Fonte: (Motta & Calôba, p. 106, 2002)
       E
        F
        I       Quadro 2 – Elementos do Valor Presente Líquido (VPL)         Fonte: (Gitman, p. 330, 2005)
       N
       A        Elemento                 Descrição
       N
       Ç        i            é a taxa de desconto;
       A
        S       j            é o período genérico (j-0 a j=n), percor-
                             rendo todo o fluxo de caixa          Quadro 3 – Elementos da Taxa Interna de Retorno (TIR)
       N.º                   é um fluxo genérico para t = [0...n] que
       103
                FC1          pode ser positivo (receita) ou negativo  Elemento             Descrição
                             (custos)
                                                                  0            é o valor do VPL igualado a zero
                             é o valor presente líquido descontado a
                VPL(i)                                                         é o período genérico (t=0 a n), percor-
                             uma data taxa i                      T
                                                                               rendo todo o fluxo de caixa
                             é o número de períodos considerado o              é um fluxo genérico para t = [0...n] que
                n
                             horizonte de tempo                   FCt          pode ser positivo (receita) ou negativo
       8               Fonte: (Motta & Calôba, p. 106, 2002)                   (custos)
                                                                               é a taxa interna de retorno referida ao
                                                                  TIR          período de capitalização (ex: por ano,
                                                                               por mês etc.)
               Há um conjunto de possibilidades do VPL. Entre elas
               podem-se citar: i) a comparação entre projetos; ii) a com-  N   é o número de períodos de capitaliza-
               paração entre projetos com horizontes de tempo dife-            ção (ano, meses etc.)
               rentes;  iii)  valoração  de  alternativas  com  séries
               perpétuas (infinitas) etc. Não se busca aqui fazer o deta-    Fonte: (Gitman, p. 330, 2005)
       O       lhamento dessas ferramentas. Esse mesmo raciocínio é
        u      utilizado  para  as  outras  apresentadas  subseqüente-
        t
        u      mente, apenas se quer fornecer os elementos básicos
        b      que evidenciem as diferenças das aplicações dessas
        r      com base num ou noutro pressuposto. A seguir é apre-
        o                                                         c. Discussão sobre o Valor Presente Líquido e a Taxa
               sentada a Taxa Interna de Retorno (TIR).             Interna de Retorno
        /
       D                                                          Inicialmente, cabe ilustrar quais as decisões que usam
        e                                                         Valor Presente Líquido e a Taxa Interna de Retorno. Após
        z      b. Taxa Interna de Retorno (TIR)                   o cálculo desses índices, através das suas fórmulas e
        e
       m                                                          dos fluxos de caixa gerados pelos investimentos geram-
        b      Gitman (2005, p. 330) afirma que “a taxa interna de re-  se os resultados que encaminharão a decisão de realizar
        r      torno  (TIR)  é  definida  como  a  taxa  de  desconto  que  ou não determinado investimento. Ainda podem servir
        o
               iguala o valor presente das entradas de caixa ao investi-  para a comparação e escolha entre opções existentes
        2      mento inicial referente a um projeto”. Essa taxa, con-  de investimentos, ou ainda levar a uma decisão de não
        0      forme Motta & Calôba (2002) mede a rentabilidade de  investimento.
        1
        0
   3   4   5   6   7   8   9   10   11   12   13