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2. Para o que mudar? (diagrama de difusão da nuvem A necessidade de listar um número significativo, mas li- R
e árvore da realidade futura); mitado, de efeitos justifica-se pois, como num diagnóstico E
médico, um único sintoma pode ter muitas causas possí- V
3. Como mudar? ou Como causar a mudança? (ár- veis; se os sintomas forem em número elevado inviabili- I
vore de pré-requisitos e árvore de transição). zam um bom diagnóstico. S
Para Noreen (1995), quando a lista original de sintomas T
é grande e constituída por efeitos aparentemente não re- A
Fabergé era dotado de uma mente criativa e, imediata- lacionados, o problema base é vago e genérico. Quando D
mente estabeleceu um esquema do processo de optimi- a lista de causas é reduzida e intimamente relacionada, E
zação. então o problema chave é concreto e específico, mas só
vale a pena construir uma árvore da realidade actual se C
não houver a percepção nítida do problema base e o “pre- O
parador” está soçobrando. N
T
Segundo uma directriz emanada do “Avraham Y. Goldratt A
B
Institute”, datada de 1994, são estabelecidos os dez pas- I
sos para construir uma “Árvore da Realidade Actual”. L
Pode-se considerar, como fundamentais, os quatro pri-
I
meiros passos. D
A
D
1º Passo: Elaborar uma lista de 5 a 10 efeitos E
indesejáveis.
Fig. 5 - O processo de optimização E
2º Passo: Ligar, directamente, quaisquer efeitos
indesejáveis que pareçam estar ca- F
sualmente associados. I
N
O conjunto de respostas vai permitir a aceleração de um A
processo de optimização que se desenrola de forma cir- 3º Passo: Construir um mapa causal (com- N
cular. pleto), mostrando como todos os efei- Ç
tos indesejáveis resultam de algumas A
Na primeira fase – “O Que Mudar?”, plena de sintomas, causas-chave. S
lista-se os efeitos indesejáveis que se pretende eliminar
e apura-se as eventuais causas, de forma a identificar um Cada quadrado, contendo uma indi- N.º
único “problema chave”. Segundo Goldratt (1994), inicia- cação, é chamado de “entidade”. As 107
setas, na árvore da realidade actual,
-se a construção de uma árvore da realidade actual que
servirá para identificar os problemas de fundo causado- são setas de “suficiência”, isto é,
supõe-se que a entidade que dá ori-
res dos efeitos indesejáveis e que não passa de um dia-
grama que através de ligações de “causa - efeito” gem à seta seja uma “causa rele-
interliga todos os sintomas do sistema. vante” da sua extremidade.
Significa, pois, que se fez um diagnóstico da situação que Se uma seta aponta de “A” para “B” 25
deve ler-se “se acontece A, então B”,
permite encontrar o “problema chave” do sistema, par-
tindo do pressuposto que há poucas causas comuns que requerendo que todos os efeitos in-
explicam os efeitos. Por isso, não se deve atacar os sin- desejáveis estejam ligados.
tomas do sistema, mas as causas comuns.
4º Passo: Lê-se, agora, a árvore de baixo para
cima, faz-se o escrutínio de cada seta
e entidade ao longo do processo, re-
correndo à utilização de “categorias
de ressalvas legítimas”. O
u
t
Se se concluir, durante a revisão, que qualquer entidade u
b
não é suficiente para causar dano à “entidade” a que está
r
ligada, é porque há um erro de concepção. Então, deve- o
Fig. 6 - Diagrama da definição do conflito -se acrescentar novas entidades, procurando criar uma
/
situação lógica que será assinalada por uma elipse, o que
significa que são necessárias ambas as causas para D
obter o efeito. Quando as setas que levam a uma entrada e
Nesta fase encontra-se a restrição (o que está a impedir não são sobrepostas por uma elipse significa que, pelo z e
a instituição de atingir a sua meta), isto é, as políticas res- menos, parte do efeito será obtido mesmo que só uma m
tritivas da empresa, ou seja, o “problema chave”. causa exista. b
r
o
Para construir a “árvore da realidade actual”, elabora-se Após a construção da árvore, o penúltimo passo da di-
uma lista de sintomas, começando por deduzir um nú- rectriz aconselha a que se faça a sua apresentação a 2
mero limitado de causas possíveis. Quanto mais com- uma terceira pessoa, que terá por função lê-la de baixo 0 1
plexo o problema, menos óbvias se tornam as soluções. para cima, usando uma das categorias de “ressalvas le- 1

