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Associação Latino Americana de Comércio 1960 Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, almente dos países da América Latina, África e Pacífico. Os PVD
Livre (ALACL), depois Associação de Integra- Equador, México, Paraguai, Perú,
ção Latino-Americana (LAIA) Uruguai pretendiam, dessa forma, reduzir a sua dependência económica e
Zona de Comércio Livre dos Países do Caribe 1967 Antígua, Barbados, Granada, Guiana, política dos países industrializados, o que não foi conseguido.
(CARIFTA) Montserrat, São Cristóvão e Nevis,
Santa Lúcia, São Vicente, Trindade e
Tobago Há, por conseguinte, factores para além dos de natureza
Comunidade Africana do Leste 1967 Quénia, Tanzânia, Uganda
económica que têm determinado a integração regional, os quais
Pacto Andino 1969 Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, merecem ser destacados para que se compreenda a importância
Perú, Venezuela
conferida à integração regional e os efeitos que tais factores têm
nos países integrados e nos não integrados e nas respectivas
Fonte: Mucchielli (1993) populações.
Há várias teorias para explicar o fenómeno integracionista, quer Em geral, o objectivo primeiro de todo o processo de integra-
económicas, quer políticas. Para Gilpin (2001), as principais aborda- ção económica é o de promover as trocas comerciais entre países
gens que os economistas fizeram para explicar a integração regio- através da redução ou eliminação de tarifas ou de outras barreiras
nal surgiram do novo institucionalismo e da nova economia política. impeditivas do comércio. O aumento das trocas proporciona bene-
Já para a teoria marxista da integração, preconizada por Ernest fícios de eficiência e encoraja a especialização da produção, de
Mendel, a integração económica em geral é explicada pelos esfor- acordo com o princípio das vantagens comparativas, ao mesmo
ços das classes políticas transnacionais, tendo em vista aumentar a tempo que faz aumentar a quantidade de bens disponíveis.
escala de acumulação de capital.
Entre as razões que estiveram na base da primeira vaga do
regionalismo (final da Segunda Guerra Mundial até meados da dé-
cada de oitenta do século passado) destacam-se o cenário da guer- 2.3. Principais blocos regionais de comércio
ra fria, a descolonização apressada e o GATT. Foi então que surgi-
ram a CEE, a EFTA, o COMECOM e um vasto conjunto de blocos
regionais de comércio composto por países em desenvolvimento Quando se alude aos agrupamentos regionais de comércio
(PVD). Foram também razões desta vaga de regionalismo, a segu- associa-se, quase sempre, ao regionalismo que se desenvolveu a
rança que um agrupamento regional pode trazer a alguns países seguir à Segunda Guerra Mundial. De entre as várias experiências
(Frankel, 1998), o desejo de acabar com rivalidades políticas tradici- sobressai a realizada por alguns países da Europa Ocidental,
onais entre Estados, de que a criação da CEE e da ASEAN são conforme se referiu acima. Também parece comumente aceite o
exemplos. No primeiro caso estava em causa a rivalidade histórica facto de que o ânimo das forças que estiveram na origem da cons-
entre a França e a Alemanha. No segundo caso foi o preservar a tituição do bloco de integração regional europeu foi a necessidade
estabilidade política contra a ameaça comunista no período mais de reunir politicamente a Europa e a vontade de realizar a paz
agudo da guerra do Vietname. permanente. Daí o facto da CEE/UE ter sido o primeiro e mais
influente de todos os projectos de integração existentes (Agraa,
Relativamente ao regionalismo mais recente, a necessidade da 1997).
resolução de conflitos militares na América Latina fornece um exem-
plo deste tipo de motivação para a integração. É o caso do Merco- O Tratado de Roma, que em 1957 instituiu a CEE, constitui
sul, que também procurou pôr fim às disputas fronteiriças entre o um marco de importância relevante na história do velho continente
Brasil e a Argentina. e do mundo, cujas consequências não podem ainda ser completa-
mente apreendidas. As modificações por que passou a Comunida-
Podem ainda referir-se como causas da constituição de agrupa- de Europeia não se limitaram ao aspecto meramente económico.
mentos regionais de comércio, a ajuda que estes podem dar ao A sua consolidação também se tem feito através do aumento do
início e consolidação de reformas políticas e económicas, o acesso número de países membros, do seu aprofundamento pela criação
a mercados de maior dimensão, a abertura dos mercados a produ- de instituições próprias e da transferência de soberania dos res-
tos e serviços externos, como componentes de mais amplas refor- pectivos Estados-Membros, da uniformização de políticas e da
mas económicas, a erosão da hegemonia dos EUA, a proliferação criação de uma moeda única, o euro. É, pois, a integração econó-
de barreiras não tarifárias, o Investimento Directo Estrangeiro (IDE), mica e monetária em curso, a caminho de uma união política, que,
a globalização (Fischer, 1998) e mesmo questões sociais, como o todavia, se afigura cada vez mais distante.
emprego e o rendimento (Jung, 1998).
O aprofundamento da integração europeia teve repercussões
Finalmente uma breve referência às principais razões que esti- em várias zonas do globo, tendo-se assistido ao despontar de
veram na origem da integração económica dos PVD, em virtude de nova vaga de integração económica, a segunda, nos anos 80, que
constituírem a maioria dos países do sistema internacional. As pri- se estendeu à América do Norte e transbordou para o Pacífico,
meiras tentativas de integração económica dos PVD tiveram lugar chegando à Ásia. Os EUA, que pugnavam pelo multilateralismo e
nas décadas de 60 e 70 do século passado e foram planeadas para que viam a integração económica como um sério entrave ao livre
desencorajar as importações e estimular a industrialização, especi- comércio mundial, não resistiram ao vigor do regionalismo. Assim,

