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adequado, os processos e controlos de gestão do ris- belecer os princípios de identificação, avaliação,
co operacional; acompanhamento e controlo/mitigação desse risco. Os
Aprovar e realizar uma revisão periódica, pelo órgão princípios devem estar na base dos seguintes procedi-
de administração, da estratégia de gestão relativa ao mentos:
risco operacional que inclua uma definição institucional Realização de levantamentos da linhas de negócios,
do risco operacional; detalhando todos os processos, tarefas e riscos incluí-
Submeter a estratégia de gestão de risco operacional, dos;
desenvolvida na instituição, a uma auditoria interna Enquadramento dos processos levantados na respeti-
conduzida por pessoal habilitado e independente; va cadeia de valor, com as ações de mitigação e as
Executar, por parte dos órgãos operativos responsá- estruturas orgânicas envolvidas;
veis, uma estratégia de gestão de risco operacional, Registo dos eventos (ou acontecimentos) de perdas
aprovada pela administração que contemple o desen- por todas as estruturas orgânicas da instituição, de
volvimento de políticas e procedimentos específicos de acordo com as hierarquias de apreciação e decisão
gestão do risco operacional; implementadas. Nas situações em que o registo termi-
Identificar e avaliar o risco operacional inerente a to- ne com reconhecimento/aprovação de um custo ope-
dos os produtos, atividades, processos e sistemas; racional para a instituição, será contabilizado como tal,
na rubrica contabilística apropriada.
Desenvolver processos de acompanhamento periódico
do perfil de risco e exposição a perdas significativas Realização de questionários de autoavaliação (self
em matéria de risco operacional; assessment) sobre todos os processos da instituição,
por interpelação às estruturas orgânicas envolvidas,
Estabelecer políticas para controlar e atenuar o risco sobre a frequência e o impacto dos eventos históricos
operacional (estabelecimento de planos de contingên- em que são e/ou foram intervenientes. A avaliação das
cia e de continuidade de modo a assegurar a atividade perdas potenciais deverá ser realizada, de acordo com
e limitar perdas na ocorrência de perturbações da ativi- três cenários possíveis: 1) perda esperada (cenário
dade, contratação de seguros, etc..). otimista); 2) perda inesperada grave (cenário pessimis-
ta) e 3) perda catastrófica (worst case);
Consolidação quer das perdas registadas quer dos
Sugestão para a aplicação dos princípios de contro- outputs dos questionários, de forma a determinar o
lo de risco operacional – apresentação de um caso montante de capital a alocar. Deve-se salvaguardar
possível 6 que, caso a informação seja escassa, será ponderada
a hipótese de recurso a dados externos.
Conforme referido, o risco operacional é o risco associado a O capital a alocar deve seguir as seguintes etapas:
perdas diretas ou indiretas resultantes de processos internos, ◦ Organizar historicamente os custos operacionais
ação de pessoas ou sistemas inadequados ou deficientes, ou (registo de eventos) e os outputs dos questionários
eventos externos. de auto-avaliação;
De seguida, apresenta-se um esquema possível para a imple- ◦ Escolher a distribuição para a frequência das per-
mentação de um sistema de controlo de risco operacional: das e o impacte;
1. Responsabilidade do órgão de administração/gestão: ◦ Testar as referidas distribuições;
compete ao órgão de administração aprovar e rever,
periodicamente, a estratégia de gestão a assumir pela ◦ Escolher as que melhor se ajustam aos dados;
instituição relativamente ao risco operacional. O risco ◦ Agregar as distribuições de frequência e montante
operacional deve constituir uma categoria de risco através do método selecionado;
distinta. A estratégia deverá incluir a definição instituci- ◦ Testar o modelo de VaR Operacional (exigência de
onal de risco operacional e deverá, igualmente, esta- capital económico a alocar ao risco operacional)
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6 Faz-se referência à instrução nº 72/96 do Banco de Portugal, mesmo tendo em consideração
que se encontra revogada.

