Page 12 - rcf126_Neat
P. 12
12
2. Auditoria interna: deve ser criada uma função de audi- 5. Monitorização: após a fase anterior, torna-se necessá-
toria interna que assegure que a estratégia de gestão rio desenvolver processos de acompanhamento do
do risco operacional da instituição é sujeita a uma efe- perfil de risco operacional e de exposição a perdas
tiva e completa auditoria interna por pessoal habilitado significativas. Deve existir um reporte regular de infor-
e operacionalmente independente. A função de audito- mação ao pessoal sénior e ao órgão de administração
ria interna não deve ser diretamente responsável pela que apoie a gestão pró-ativa do risco operacional. As-
gestão do risco operacional. Para este efeito, deve ser sim, é imprescindível a regularidade de prestação de
criada uma equipa de projeto para a implementação informação sobre os “semáforos” do risco operacional.
do modelo metodológico. Assim, deve competir à fun- Esta prestação de informação pode justificar a imple-
ção de auditoria interna: 1) exercer vigilância, orienta- mentação/revisão dos controlos efetivos em cada ca-
da ao processo, sobre o cumprimento do normativo deia de valor, árvore de funções, processos, procedi-
interno; 2) reportar eventos originadores de custos mentos e/ou tarefas adstritas.
operacionais, resultantes de reclamações de clientes
ou das suas ações de auditoria e 3) participar, se apli-
cável, os resultados dos questionários de autoavalia- 6. Limitação: as instituições devem ter políticas, proces-
ção que realizem às estruturas orgânicas auditadas. sos e procedimentos para controlar e/ou atenuar o
risco operacional. Devem, também rever periodica-
mente as estratégias de controlo e de limitação de
3. Responsabilização da estrutura orgânica: deve ser risco e ajustar o seu perfil de risco operacional, usando
dada a conhecer e assumida a responsabilidade pela políticas apropriadas e coerentes com o perfil de risco
execução da estratégia da gestão do risco operacional definido. Um aspeto relevante é a detenção de siste-
a todos os níveis hierárquicos da organização. Particu- mas aplicacionais que permitam uma quantificação
lar destaque deve ser dado à atribuição de responsabi- direta dos eventos passíveis de gerar custos operacio-
lidade ao pessoal sénior (direção de topo e intermé- nais. Outro aspeto passa por motivar os colaboradores
dia). O pessoal sénior deverá ser também responsável a preencherem os questionários de autoavaliação,
pelo desenvolvimento de políticas, processos e proce- atrás referidos, por forma a minimizar o custo operaci-
dimentos para a gestão do risco operacional relativa- onal afeto ao custo padrão dos processos. Um aspeto
mente a todos os produtos, atividades, processos e crítico tem a ver com a imposição de limites de risco
sistemas. Aconselha-se a nomeação de “chefes de máximo que devem ser escrupulosamente cumpridos,
risco” em cada estrutura orgânica que acompanhem a assumir por linhas de negócio e por tipo de risco. De
de forma regular os processos inerentes ao órgão em notar que a implementação dos referidos limites deve
que estão integrados. Estes “chefes de risco” são res- ocorrer após análise do histórico dos custos operacio-
ponsáveis, em última instância, pela validação e atuali- nais.
zação, sempre que se justifique, dos relatórios de
identificação dos riscos operacionais, assim como da
decisão da contabilização de um evento de perda co- 7. Planos de contingência: as instituições devem ter pla-
mo custo operacional. nos de contingência e de continuidade que assegurem
a capacidade operativa e limitem as perdas na ocor-
rência de perturbações graves da atividade. Refira-se
4. Identificação e avaliação do risco operacional: devem que os planos de contingência devem ser adequados
ser identificados e avaliados os riscos operacionais de forma a assegurar a capacidade operativa e a limi-
inerentes a todos os produtos, atividades, processos e tar as perdas na ocorrência de perturbações graves da
sistemas; assim como, assegurar que, antes da intro- atividade.
dução ou do lançamento de novos produtos, ativida-
des, processos e sistemas, o risco operacional subja-
cente foi objeto de adequados procedimentos de avali- Métodos de cálculo dos requisitos de fundos pró-
ação. Refira-se que, após uma primeira fase de levan- prios para cobrirem o risco operacional
tamento e desenho dos processos, devem ser identifi-
cados os riscos de cada tarefa que são parte de cada No âmbito do acordo de Basileia, as instituições poderão es-
processo.

