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A perda esperada (EL ou expected loss) é dada por: (como, por exemplo, o lançamento de um novo produto ou
◦ EL = EI x PE x LGE, que em princípio deve ser uma alteração na estrutura orgânica) que podem alterar o
coberta por resultados correntes (provisões ou perfil do risco operacional.
perdas por imparidade)
Finalmente é possível estabelecer a distribuição das São questões que se deixam em aberto num ambiente em
perdas e calcular o VAR, com um determinado nível que em muitas PME os responsáveis procuram um contabilis-
de confiança (os mais usuais são 95% ou 99%). ta que trate apenas dos impostos porque não parecem inte-
ressados na informação contabilística para a gestão (e por
Conclusão extensão para a gestão dos riscos), mas sim no crescimento
da empresa, em angariar recursos monetários e pagar o me-
Com este texto pretendeu-se fazer uma resenha sobre o risco nor montante possível de impostos. É certamente uma postu-
operacional, em particular sobre os conceitos, as metodolo- ra errada, mas que infelizmente prevalece.
gias de medição e as posições das autoridades de supervisão
financeira. De facto, embora enquadrado no processo de su- Bibliografia
pervisão dos riscos incorridos pelas instituições de crédito, o
risco operacional deve ter um espaço mais lato de aplicação. Banco de Portugal, Instrução nº 72/96
Bessis, J (2001) Risk Management in Banking, 2nd
Qualquer empresa, seja comercial e/ou industrial, incorre nes- edition, Wiley
te tipo de risco. Não existe supervisão prudencial, regra geral, Comité de Supervisão Bancária de Basileia,
para este tipo de empresa. No entanto, os riscos operacionais SoundPractices for the Management andSupervisiono-
existem e a questão que se coloca é a seguinte: Porque não fOperationalRisk (fevereiro de 2003)
estender e adaptar estas metodologias à generalidade das Instituto Superior de Gestão Bancária (2007 e 2015)
empresas? Porque não presumir igualmente um requisito de Análise Financeira de Bancos
fundos próprios adaptado a cada tipo de empresa ou setor de Jacob, H. &Sardi, A. (2000) Management des
atividade? RisquesBancaires, afges editions,
Jorion, P. (2003) Financial Risk Management, 2nd edi-
Numa empresa em que exista uma ocorrência significativa de tion, Wiley
perdas, por falhas humanas, organizacionais ou tecnológicas,
haverá propensão mais elevada para que o capital próprio se
desgaste, dado que os gastos que terá de assumir para cobrir
essas perdas, vão sendo cada vez mais significativos. Um
caso paradigmático são as provisões para garantias em que
as empresas, que procedem à produção e venda de bens,
encontram-se obrigadas a conceder uma garantia. Se, no
prazo dessa garantia (que, em regra, é de 2 anos), o compra-
dor constatar que o bem, tem uma qualquer avaria que seria
coberta pela garantia, pode reclamar junto do vendedor que
por sua vez encaminha para o fabricante. Para fazer face a
estes encargos, resultantes das garantias, há a possibilidade
de constituir uma provisão fiscal.
Os sinais de alerta devem estar presentes quando os riscos
aumentam e, nada melhor, que a sua medição e a prevenção
atempada para a possibilidade de cenários menos
“simpáticos”. Esta avaliação pode ser estatisticamente ex-
pressa através da determinação dos parâmetros de uma dis-
tribuição estatística de perdas. Igualmente, as metodologias
de avaliação de risco operacional devem considerar os princi-
pais fatores da envolvente do negócio e de controlo interno

